A Madeira é um caso de sucesso de desenvolvimento regional. E não temos muitos em Portugal. A Região Autónoma da Madeira é, sem dúvida, um exemplo de sucesso da autonomia e da governação regional, tendo alcançado um significativo progresso económico e social nas últimas décadas.
Uma região, à semelhança do País, marcada por uma longa história de profundas e persistentes desigualdades sociais entre os seus territórios. Mas em que a capacidade de definir políticas adequadas aos seus desafios, associadas a investimento de longo médio e longo prazo, com um papel central para os fundos europeus, nomeadamente ao nível das infraestruturas, permitiu tornar este território mais coeso, mais competitivo e com níveis de vida mais próximos dos da União Europeia.
Alojamento no Ensino Superior reforçado em 70 milhões de euros
O Plano Nacional Para o Alojamento no Ensino Superior vai ser reforçado em 70 milhões de euros, uma verba que visa apoiar as instituições de ensino superior face ao aumento dos custos de construção que se verificaram no último ano. Garantem-se, assim, as melhores condições financeiras para a concretização das empreitadas aprovadas.
Ministro aposta na ação social para reduzir contestação às propinas
O ministro da Educação acredita que o reforço da ação social estudantil poderá desviar o foco das reivindicações contra as propinas
O investimento em Educação teve e tem um papel decisivo no combate às desigualdades e no reforço da competitividade da Região Autónoma da Madeira e do nosso País. E também nessa dimensão, o trabalho que aqui tem sido realizado deve ser destacado.
Um dos reflexos do sucesso das políticas de desenvolvimento e, em particular, das políticas de Educação do Governo Regional da Madeira, é a elevada percentagem de jovens madeirenses que acede ao Ensino Superior. A Universidade da Madeira tem tido um importante papel na promoção do acesso ao Ensino Superior para os jovens da Região. Muitos puderam tirar um curso superior graças à Universidade da Madeira.
O acesso ao Ensino Superior é um passo que continua a fazer uma grande diferença no percurso pessoal e profissional das pessoas. Uma extensa literatura mostra que os benefícios do Ensino Superior vão muito além dos níveis de empregabilidade e salarial, sendo também muito importantes para dimensões como a saúde dos indivíduos e também para a construção de uma sociedade mais atenta, crítica e participativa na resolução dos problemas e desafios da sociedade e da economia.
Um modelo de financiamento longe do necessário
Mensalmente, a ACADÉMICA DA MADEIRA tem um espaço de opinião no JM Madeira. Ricardo Freitas Bonifácio, Presidente da Direção da ACADÉMICA DA MADEIRA, escreve este mês sobre o modelo de financiamento para o ensino superior, apresentado este verão pela tutela.
ACADÉMICA DA MADEIRA defende o reforço dos apoios financeiro aos estudantes
Sobre as políticas do ensino superior, a estrutura estudantil apresenta novas propostas para discussão da comunidade estudantil, acreditando que a informação
De facto, as Universidades têm sido um dos principais agentes de transformação do nosso País e do desenvolvimento das regiões.
Para poderem desempenhar a sua missão, as Universidades têm de ter autonomia para a definição da sua estratégia de médio e longo prazo. No século XXI, Portugal fez essencialmente uma gestão de curto prazo. De facto, uma gestão anual, sempre muito condicionada pela gestão da política orçamental. Nesse processo, que também se deveu a erros de política económica do passado, desabituamo-nos de pensar o médio e o longo prazo. Isto é, desabituámo-nos de pensar o futuro.
As próprias Universidades viram-se presas nesses ciclos curtos, ligados aos ciclos políticos ou às legislaturas.
Portugal tem de conseguir voltar a pensar o futuro. E não há instituições com mais responsabilidade para pensar o futuro do que as Instituições de Ensino Superior, as Universidades e os Politécnicos.
85 milhões de euros até 2030 para parcerias com universidades norte-americanas
As parcerias científicas entre Portugal e universidades norte-americanas, renovadas até 2030, representam um investimento de 85 milhões de euros para fomentar inovação, formação avançada e desenvolvimento tecnológico em áreas estratégicas.
A participação dos estudantes nas eleições universitárias na Europa
A participação dos estudantes nas eleições universitárias, prevista no novo RJIES, atribui-lhes um peso significativo de 25% na votação para reitores
Para imaginarem o futuro, para desenharem e implementarem estratégias de futuro, as Universidades, além da autonomia, precisam de estabilidade e previsibilidade dos seus recursos. Esses recursos não podem estar associados a contratos de legislatura. Não só porque as legislaturas parecem ser cada vez mais instáveis, mas também porque o financiamento das Universidades não pode estar ligado ao ciclo político.
Assim, além da estabilidade e da previsibilidade do financiamento público, as Universidades têm de diversificar as suas fontes de financiamento, nomeadamente através do desenvolvimento de parcerias com outras entidades públicas e privadas.
De facto, as parcerias são cada vez mais importantes. Numa Universidade como a Universidade da Madeira, com uma dimensão ainda relativamente reduzida, apesar do crescimento muito interessante dos últimos anos, as parcerias são mesmo essenciais. Na investigação, as parcerias, a participação em redes, são essenciais para ganhar massa crítica e para poder participar em projetos com maior impacto.
Problemas Solucionados?
Mensalmente, a ACADÉMICA DA MADEIRA tem um espaço de opinião no JM Madeira. Ricardo Freitas Bonifácio, Presidente da Direção da ACADÉMICA DA MADEIRA, escreveu sobre as recentes medidas do governo em matéria de fiscalidade, habituação e educação.
Reflexão sobre a Proposta de Lei para o Orçamento do Estado para 2024: Desafios no Ensino Superior
Mensalmente, a ACADÉMICA DA MADEIRA tem um espaço de opinião no JM Madeira. Ricardo Freitas Bonifácio, Presidente da Direção da ACADÉMICA
No ensino, é essencial estar atento às necessidades de formação da região. A formação na área do Turismo é exemplar. A construção do novo hospital será também muito importante para toda a formação na área da Saúde.
Mas as Universidades, na formação como na investigação, têm de estar à frente das necessidades da economia que hoje existe. As Universidades têm um papel decisivo na mudança da nossa economia e na resposta aos grandes desafios societais.
A economia portuguesa tem de basear-se cada vez mais no conhecimento, na inovação e no emprego de qualidade.
“Este governo está a tornar as universidades menos democráticas”
João Vasco Ferreira alerta para a exclusão de milhares de docentes e investigadores precários dos processos eleitorais das instituições de ensino superior.
Portugal garante apenas 32% dos alojamentos necessários para acolher os universitários
A crise de alojamento estudantil no nosso país continua a agravar-se. Apenas 32% das necessidades de camas estão asseguradas para o
A mudança para esse paradigma não é possível sem as Universidades e Politécnicos. Na diversificação da estrutura produtiva, um dos desafios da Região Autónoma da Madeira, a Universidade tem um importante papel. A definição desse papel tem de ser feita numa estreita ligação com o Governo Regional e com a estratégia de desenvolvimento para a região.
Por aquilo que tive a oportunidade de conhecer, estou certo que no futuro a Universidade da Madeira terá um lugar cada mais relevante no desenvolvimento da região e de Portugal.
Muito obrigado.
Fernando Alexandre
Ministro da Educação, Ciência e Inovação
Com fotografia de Pedro Pessoa.
Discurso proferido pelo Sr. Ministro da Educação, Ciência e Inovação, no Colégio dos Jesuítas do Funchal, a 6 de maio de 2024.