As três listas concorrentes aos três assentos dos estudantes para o Conselho Geral da Universidade da Madeira (UMa) parecem garantir empenho e vontade no exercício dos seus cargos, apesar de quererem focar a sua ação em matérias cuja a execução direta parece estar sob a alçada de outros órgãos.
Em mais de dez anos de existência, o Conselho Geral tem tido um papel apagado no seio da Academia, conhecendo-se pouco da sua atuação e do trabalho das suas comissões. O processo de eleição do reitor, cuja proposta do XXIV Governo Constitucional altera a metodologia atual e retira o poder de eleição direta que este órgão possui, é um dos pontos mais mediáticos.
A Lista A apresenta como concorrentes Marco António Fernandes Nunes, Carla Isabel Viríssimo de Freitas e Mariana José Gouveia de Sousa. Os suplentes são Maria Francisca Ferreira Berenguer, Alexandre Teodoro Henriques Aguiar e José Paulo Quintal Nóbrega.
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Marco Nunes, estudante de Ciências da Educação na Faculdade de Ciências Sociais da UMa, conversou com a ET AL. e destacou a sua intenção em estabelecer um diálogo com a Academia com propósito de “perceber a visão estratégica que existe e o que foi executado pelos anteriores conselheiros”, destacando que há “um distanciamento enorme dos órgãos para os estudantes”. O seu grupo estabelece como prioridades “mais espaços de estudo”, a simplificação de “processos académicos”, o bem-estar e a saúde mental com “mais iniciativas para o desenvolvimento pessoal e profissional”, a inclusão e a diversidade e os aspectos relacionados com a sustentabilidade e a responsabilidade social.
O candidato que lidera a lista A pede “bolsas e apoios para estudantes carenciados” com “melhor acessibilidade física e digital”. Sobre um dos temas que serão discutidos no Conselho Geral, refere que “não é a favor da existência de propinas”.
A lista B tem como candidatos Carlos Miguel Sousa Milho, Marco Diogo Ramos Ferreira e Luisana Chiquinquira dos Reis Gonçalves. Como suplentes, apresenta João Gonçalo Saldanha Ferreira e João Pedro Nunes Gomes. Em declarações à ET AL., Luisana Gonçalves tece críticas para que os “cursos sejam mais apelativos às pessoas e que as pessoas aprendam realmente aquilo que realmente precisam de aprender”.
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A estudante de Direção e Gestão Hoteleira confessa que “este ano, no meu curso, estou a sentir que está tudo a se repetir e que está a ser imensamente repetitivo”. Sobre as infraestruturas, defende que “há muita coisa na Universidade que poderia ser melhorada, sobretudo nas instalações”, além de ferramentas como o InfoAlunos.
A Lista C é composta por Ismael Francisco Maggiorani Da Gama, Josefa José Monteiro e Maria Beatriz Sales Ricardo. Para suplentes, conta com João Henrique Araújo Santos, Manuel Luís de Sousa Gonçalves, José Rúben Silva Freitas, Beatriz Mendonça Freitas e Maria Margarida Nunes Mellor de Sousa.
O estudante Ismael Da Gama, de Engenharia Informática na Faculdade de Ciências Exatas e da Engenharia, destaca que reuniu uma equipa que “integra estudantes de cursos profissionais, de licenciaturas, de mestrados e de doutoramentos, de cursos do ensino politécnico e universitário”, permitindo “uma representação diversa, como este órgão exige”. Defendem que “que todos os representantes dos estudantes tenham os mecanismos e ferramentas necessários para uma participação ativa e efetiva”.
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Segundo o candidato da lista C, as suas propostas passam pelo “reforço do investimento na UMa através do Orçamento do Estado, a garantia de um sistema de ação social adequado às necessidades dos estudantes, a concretização das desejadas reformas das infraestruturas no atual quadro de financiamento, a inclusão das propostas dos estudantes nos planos de atividades da Instituição”.
As eleições acontecem hoje, 10 de abril, das 9:00 às 18:00, através da plataforma InfoAlunos.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Pedro Pessoa.