O reitor da Universidade de Lisboa, Luís Ferreira, foi eleito novo presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), sucedendo a Paulo Jorge Ferreira na liderança do organismo que representa as universidades portuguesas. Segundo o PÚBLICO, a eleição ocorreu esta terça-feira, tendo sido o único candidato ao cargo.
A tomada de posse está agendada para a próxima reunião do CRUP, marcada para 11 de maio. Luís Ferreira será coadjuvado por Pedro Arezes, reitor da Universidade do Minho, que assume as funções de vice-presidente. A nova liderança surge num momento particularmente exigente para o setor, marcado pela revisão de vários diplomas estruturantes do ensino superior.
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Em comunicado, a ABIC defende que a precariedade na ciência portuguesa só será resolvida com o fim do Estatuto do Bolseiro de Investigação e a contratação ao abrigo do novo estatuto de carreira.
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Entre as reformas em curso destacam-se a revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior, o novo regime de graus e diplomas, a reconfiguração das carreiras académicas e científicas e um novo modelo de ação social. De acordo com o PÚBLICO, o novo presidente reconhece que o sistema vive “um momento complicado”, com “muitas transformações a acontecer no ensino superior”.
No programa apresentado à presidência do CRUP, Luís Ferreira sublinha que um dos principais riscos do sistema reside na “erosão progressiva das condições” que permitem às universidades cumprir plenamente a sua missão, referindo a necessidade de garantir “autonomia efectiva, financiamento previsível e valorização das pessoas”.
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O Governo pretende limitar a contratação de doutorados pelas universidades onde concluíram o grau, mas a eficácia da medida levanta dúvidas entre especialistas e responsáveis académicos.
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Se houve algum incómodo nas declarações do ministro Fernando Alexandre, o reitor da UMa parece não ter tido um dia fácil.
O novo presidente assume funções num contexto em que também várias universidades portuguesas estão a renovar as suas lideranças, num ciclo de mudança institucional alargado que poderá influenciar a orientação estratégica do ensino superior nos próximos anos.
Segundo o PÚBLICO, Luís Ferreira defende um CRUP “mais interventivo e influente”, capaz de se afirmar como interlocutor estratégico junto do Governo e de participar ativamente na definição das políticas públicas para o ensino superior e a ciência em Portugal.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Tyler Callahan.