Conselho Nacional de Educação (CNE) considerou que os novos requisitos propostos pelo Governo para as universidades e universidades politécnicas “não são suficientes”. Segundo o parecer, citado pelo PÚBLICO, é necessário “elevar os níveis de exigência das instituições de ensino superior, em especial os requisitos dos seus professores e investigadores”, sublinhando que a proposta de revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) “opta apenas por requisitos de carácter geral”, deixando de fora a definição de critérios específicos para o corpo docente. O CNE defende que “todo o corpo docente dos programas doutorais deveria ser constituído por doutorados”, alertando para a incoerência que resultaria da remissão para legislação especial futura.
Mais de um em cada dez alunos desiste no 1.º ano
O número de alunos que desistem logo no primeiro ano do Ensino Superior voltou a aumentar, num cenário marcado por dificuldades económicas e críticas às regras das bolsas de estudo.
Tribunais não devem avaliar instituições de ensino superior
No seu artigo de opinião no Público, José Manuel Silva alerta que os tribunais não são a instância adequada para avaliar
O parecer alerta ainda para os riscos de “perda de consistência” e de “litigância” caso o Governo avance com a possibilidade de entidades estrangeiras fazerem acreditação de instituições e cursos em Portugal, paralelamente à agência nacional A3ES. De acordo com o CNE, tal modelo poderia “prejudicar a credibilidade internacional” do sistema, ao quebrar a uniformidade dos critérios de avaliação, que atualmente seguem os padrões da ENQA (The European Association for Quality Assurance in Higher Education). O Conselho sublinha que a concorrência deve existir entre instituições e não entre reguladores, alertando que o actual modelo europeu não prevê essa fragmentação.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de .