Os presidentes dos institutos politécnicos voltaram a pedir ao Governo uma alteração ao modelo de financiamento do ensino superior, defendendo o fim de uma fórmula que atribui maior peso financeiro aos estudantes das universidades. Segundo o PÚBLICO, o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos considera que o sistema atual cria uma desigualdade injustificada entre alunos de cursos equivalentes.
A principal crítica incide sobre os ponderadores utilizados na distribuição de verbas. O jornal refere que, de acordo com o modelo em vigor, “um estudante de um mesmo curso vale menos num politécnico”, mesmo quando as exigências de acreditação, os requisitos para os docentes e os conteúdos formativos são equivalentes aos das universidades.
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Entre os exemplos apontados, o PÚBLICO destaca que um aluno de ciências dentárias tem um valor ponderado de 5,25 numa universidade, mas apenas de 3 num politécnico. Também nos cursos de formação de professores subsistem diferenças, com valores de 1,75 nas universidades e 1,5 nos politécnicos, o que as instituições consideram um processo discriminatório.
Para os representantes dos politécnicos, a revisão da fórmula de financiamento é essencial para garantir um sistema mais equilibrado e competitivo. A reivindicação foi já apresentada ao ministro da Educação, Ciência e Inovação, que terá reconhecido a injustiça do modelo atual, ficando agora por esclarecer se haverá alterações no próximo Orçamento do Estado.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de This is engineering.