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Mensagens racistas e misóginas entre estudantes

Mensagens racistas e misóginas entre estudantes

Ministério Público abriu um inquérito após a divulgação de mensagens com teor “racista, xenófobo e misógino” num grupo de WhatsApp com estudantes da Universidade de Coimbra e do Instituto Politécnico de Coimbra.

O Ministério Público está a investigar a partilha de mensagens com conteúdo discriminatório num grupo de WhatsApp que integra estudantes da Universidade de Coimbra e do Instituto Politécnico de Coimbra. Segundo o PÚBLICO, trata-se de mensagens de cariz “racista, xenófobo e misógino”, num caso que motivou também averiguações internas por parte das instituições envolvidas.

De acordo com o jornal, o grupo em causa reunia “centenas de pessoas”, tendo o caso sido conhecido publicamente há cerca de duas semanas. Entretanto, a Procuradoria-Geral da República confirmou ao PÚBLICO a “existência de inquérito a correr termos no DIAP de Coimbra”, o que significa que o processo já está a ser acompanhado pela via judicial.

O PÚBLICO escreve ainda que o Instituto Politécnico de Coimbra “admitiu mesmo ter remetido os factos ao Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) da Comarca de Coimbra”, depois de ter ouvido os estudantes envolvidos. Também a Universidade de Coimbra avançou com diligências próprias para apurar a situação, através da sua Provedoria do Estudante.

Numa nota citada pelo jornal, a Provedoria do Estudante da Universidade de Coimbra informa ter desencadeado “diligências para o apuramento dos factos e envolvidos”. Na mesma posição institucional, a Universidade reafirma “o seu compromisso centenário com o respeito por todos os membros da academia”, rejeitando “de maneira inequívoca qualquer forma de discriminação ou discurso de ódio”.

Também a Associação Académica de Coimbra reagiu ao caso. Segundo o PÚBLICO, a AAC repudiou “os lamentáveis episódios de racismo e misoginia recentemente ocorridos, envolvendo a Universidade de Coimbra e o Instituto Politécnico de Coimbra”, sublinhando a gravidade da situação e a necessidade de proteger as vítimas.

Citado pelo jornal, o presidente da AAC, José Machado, afirmou que estes episódios “cruza-se com a normalização do discurso de ódio para a qual temos vindo a alertar” e acrescentou que “é algo recorrente”. O dirigente estudantil referiu ainda que “o que temos procurado é que haja espaço para as vítimas”, dando conta de que a associação tem procurado articular respostas com a Provedoria dos Estudantes.

Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Aroslav Talyzin.

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