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Governo abre mais vagas em Medicina e Educação para responder à procura dos estudantes

Governo abre mais vagas em Medicina e Educação para responder à procura dos estudantes

O governo indica que, para melhorar o acesso ao ensino superior e alinhar a formação com as necessidades do país, vai reforçar as vagas em cursos de grande procura, como Medicina e Educação.
Debate com o Primeiro-Ministro na Assembleia da República Assembleia da República, Lisboa, 5 de fevereiro de 2025. Fotografia de Gonçalo Borges Dias / GPM.

O Governo vai aumentar significativamente o número de vagas nos cursos mais procurados do ensino superior, com destaque para Medicina e Educação. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, que sublinhou a necessidade de ajustar a oferta formativa às expectativas dos alunos. Segundo o responsável, muitos estudantes chegam ao ensino superior desmotivados por não conseguirem entrar na sua primeira opção, o que contribui para taxas elevadas de desistência. Com esta medida, o Executivo pretende minimizar esse problema e garantir um melhor alinhamento entre o acesso ao ensino e as necessidades do país.

A decisão não significa uma abertura ilimitada de vagas, mas sim um ajustamento controlado. “Não estamos a liberalizar o sistema”, garantiu o ministro, explicando que a flexibilização ocorrerá apenas nos cursos onde a procura supera largamente a oferta. O aumento na área da Educação será especialmente significativo, tendo em conta a escassez de professores no sistema de ensino. Já na Medicina, um dos cursos tradicionalmente mais concorridos, o reforço das vagas procura responder à necessidade de mais profissionais de saúde num contexto de envelhecimento da população e desafios no Serviço Nacional de Saúde.

Os representantes dos estudantes no Conselho Geral têm eleições sexta-feira

Sexta-feira, dia 19 de maio de 2023 acontecem as eleições para os três lugares dos estudantes no Conselho Geral da Universidade da Madeira (UMa). Através do sistema InfoAlunos, todos os estudantes poderão participar no ato eleitoral. Desde a sua criação, em 2007, o Conselho Geral tem sido contestado por vários estudantes, professores e demais funcionários das universidades e dos institutos politécnicos.

Além da questão das vagas, o Governo está a ultimar a revisão do Regulamento das Bolsas de Estudo, uma reforma que deverá estar concluída em abril. O objetivo é simplificar o acesso aos apoios e garantir maior justiça na sua atribuição, já que, segundo o ministro, muitos alunos desconhecem os critérios ou enfrentam dificuldades no processo. A reformulação do sistema de bolsas insere-se numa estratégia mais ampla para promover a equidade no ensino superior e apoiar estudantes de contextos socioeconómicos mais vulneráveis.

Outra mudança em curso é a revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), que dará mais autonomia às universidades e politécnicos, sobretudo na gestão de recursos e definição de estratégias institucionais. A reforma prevê ainda o fim do monopólio da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), permitindo que as instituições recorram a entidades de outros países europeus para os seus processos de acreditação. No entanto, este ponto tem gerado críticas por parte dos sindicatos, que contestam a falta de diálogo na revisão do diploma e alertam para os riscos de uma desregulação no setor.

Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Gonçalo Borges Dias / GPM.

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