Governo quer reorientar a oferta formativa
O Governo desafiou as universidades com menos candidatos a repensar os seus cursos e a apostar na formação de adultos, garantindo maior inclusão e coesão territorial.
O Governo desafiou as universidades com menos candidatos a repensar os seus cursos e a apostar na formação de adultos, garantindo maior inclusão e coesão territorial.
O ministro Fernando Alexandre referiu que a quebra de candidatos ao ensino superior se deve essencialmente ao regresso dos exames nacionais para conclusão do secundário e à exigência de duas provas de ingresso.
Ricardo Freitas Bonifácio escreve no JM que o descongelamento das propinas anunciado pelo Governo representa “um retrocesso inaceitável”, que agrava os custos já pesados para estudantes e famílias, fragiliza a democratização do ensino superior.
A 3.ª fase do CNA fechou com 1382 colocados e uma taxa global de ocupação de 81,9 por cento, totalizando 45 290 novos estudantes nas três fases, menos 5322 do que em 2024, com assimetria acentuada entre universidades e politécnicos.
Para o ano letivo 2025-2026, a UMa contabilizou 1.159 pedidos de bolsa até 29 de setembro, prevendo uma redução face ao ano anterior.
Em todo o país, o Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior apresenta 6710 vagas na 3.ª fase. A UMa divulgou a distribuição de vagas por curso, cujas candidaturas acontecem até quinta-feira.
A nova licenciatura em Engenharia Biomédica da UMa promete contribuir para ciência e tecnologia na Madeira, ligando saúde, investigação e futuro profissional.
Pedro Teixeira defendeu as novas regras de acesso ao ensino superior e rejeitou que tenham provocado a quebra de candidatos.
“O mais alto representante de uma das mais importantes instituições de educação do nosso país mentiu publicamente”, acusou o ministro. A polémica está longe do fim e deve terminar na justiça.
A variação entre os colocados nos dois últimos anos letivos indica que a queda da UMa foi de 25,1 %. Um resultado que deixa o Funchal na pior colocação de universidades públicas portuguesas, com 65,7 % das vagas preenchidas.