O ministro da Educação, Ciência e Inovação atribuiu a quebra de candidatos ao ensino superior às alterações nas regras de conclusão do secundário e do acesso. “Aquilo que explica este resultado foram de facto as mudanças das condições para a conclusão do secundário”, disse Fernando Alexandre, em declarações à AGÊNCIA LUSA. O governante associou a descida à reintrodução dos exames nacionais e à exigência de duas provas de ingresso, cenário que, na sua leitura, reproduz o contexto de 2019.
Ao comparar os números deste ano com os de 2019, o ministro sustentou que a evolução era previsível. “Voltamos a ter as mesmas condições de acesso que tínhamos em 2019”, referiu, em declarações à AGÊNCIA LUSA. De acordo com a mesma fonte, houve cerca de menos nove mil candidatos face ao ano anterior, o que o ministro relacionou exclusivamente com as novas exigências académicas.
Universidades passam a ter seis combinações de provas de ingresso
O acesso ao ensino superior vai mudar a partir do ano letivo 2025-2026, permitindo que universidades e politécnicos definam até seis combinações de provas de ingresso, aumentando a flexibilidade para os candidatos.
Depois do subfinanciamento, a ameaça da redução do contingente
Em novembro, a ET AL. noticiou as intenções de alteração nos mecanismos de acesso ao Ensino Superior. Há notícias sobre o
Questionado sobre o impacto do alojamento, Fernando Alexandre rejeitou que o fator explique a quebra. “Essa queda é justificada pelos exames nacionais novamente introduzidos”, reiterou, em declarações à AGÊNCIA LUSA, sublinhando, em paralelo, o reforço de capacidade. “Vamos ter 26 mil camas no próximo ano”, afirmou, apontando obras em curso na Universidade do Minho e outros investimentos previstos.
O ministro defendeu ainda uma visão mais abrangente para o sistema. “As universidades e os politécnicos têm de olhar para outros públicos”, sublinhou, lembrando a necessidade de apoiar a conclusão dos cursos. “Não é só aceder, é depois concluírem os seus estudos”, referiu, acrescentando que “um estudante com 18 anos que não entrou no ensino superior pode ter outras vias de voltar”. 
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Ross Sneddon.
