A Federação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Superior Politécnico (FNAEESP) defendeu que a obrigatoriedade do exame nacional de Português foi uma das causas estruturais que levaram à redução de cerca de 15% no número de candidatos ao ensino superior em 2025. “A obrigatoriedade de realizar pelo menos três exames nacionais, um dos quais de Português”, associada ao custo de frequentar o ensino superior, está a afastar muitos estudantes, afirmou a federação em comunicado. A FNAEESP pediu a revogação desta exigência, propondo maior flexibilidade na escolha das provas de ingresso e o regresso ao modelo em que apenas os candidatos ao superior teriam de realizar exames.
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Por outro lado, os custos associados ao arrendamento de quartos continuam a ser apontados como um obstáculo significativo. Francisco Porto Fernandes, presidente da Federação Académica do Porto (FAP), declarou que “com preços médios de 400 euros por quarto fazemos com que muitos estudantes nunca o cheguem a ser”. Segundo o Observador, o preço médio nacional é de 415 euros, sendo Lisboa o distrito mais caro. A estas dificuldades junta-se ainda a incerteza provocada pela possibilidade de descongelamento do valor da propina, anunciada pelo ministro da Educação, o que, segundo a FNAEESP, contribui para o receio de muitas famílias quanto à viabilidade de manter um estudante no ensino superior.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de ZHIJIAN DAI.