No artigo de opinião intitulado Requiem pela FCT, publicado no jornal PÚBLICO, João Ramalho-Santos defendeu que a extinção da Fundação para a Ciência e a Tecnologia era previsível e, face ao estado a que chegou a instituição, justificada. O autor considera que a FCT “há muito era considerada, pela esmagadora maioria da comunidade científica, como não sendo uma entidade de bem”, apontando falhas estruturais, má gestão de concursos e uma atuação que minou a confiança da comunidade científica. Ainda assim, reconhece o contributo histórico da fundação e sublinha que a sua extinção, apesar de coerente com a política do Governo, exige agora responsabilidade e vigilância para que o sistema científico não fique fragilizado.
Parceria Europeia FutureFoodS lança concurso para projetos de investigação em sistemas alimentares
A Parceria Europeia FutureFoodS lançou o primeiro concurso transnacional para financiar projetos de investigação em sistemas alimentares sustentáveis, com candidaturas abertas até 15 de janeiro de 2025.
Combater a precaridade na ciência
A Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, destacou as novas medidas tomadas pelo Governo para «combater a precariedade
A criação da nova Agência para a Investigação e Inovação deve, segundo o autor, ter como primeira missão garantir que “a ciência não sai a perder desta reformulação”, uma vez que, como recorda, “quando se juntam ciência e inovação é isso que acontece, como já foi comprovado”. Ramalho-Santos lamenta a ausência de debate alargado e lembra que reformas mal pensadas, como a do SEF, podem servir de alerta. Para o investigador, é essencial assegurar financiamento estável, processos simples, pessoal qualificado e uma separação clara entre objetivos científicos e metas de inovação orientadas pelo mercado. A política de ciência, argumenta, não pode depender apenas de eficiência institucional ou mudanças cosméticas.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Pawel Czerwinski.