Bolseiros exigem fim da precariedade na ciência
Em comunicado, a ABIC defende que a precariedade na ciência portuguesa só será resolvida com o fim do Estatuto do Bolseiro de Investigação e a contratação ao abrigo do novo estatuto de carreira.
Em comunicado, a ABIC defende que a precariedade na ciência portuguesa só será resolvida com o fim do Estatuto do Bolseiro de Investigação e a contratação ao abrigo do novo estatuto de carreira.
A Associação dos Bolseiros de Investigação Científica denuncia ter sido deixada fora da discussão sobre a fusão FCT-ANI e a nova Lei da Ciência.
O ministro Fernando Alexandre anunciou que o orçamento plurianual da futura Agência para a Investigação e Inovação apenas estará disponível no segundo semestre de 2026, juntamente com a revisão da Lei da Ciência.
Em artigo de opinião, Lino Fernandes critica o foco do Governo na investigação aplicada e defende que é urgente aproveitar melhor as inovações científicas já desenvolvidas no país.
Pedro Adão e Silva considera que a fusão entre a Fundação para a Ciência e a Tecnologia e a Agência Nacional de Inovação constitui “uma ameaça fundamental à ciência”, feita “pela calada e sem diálogo”.
O Conselho dos Laboratórios Associados alerta que a fusão da FCT com a ANI só será uma oportunidade se houver transparência, governação clara e compromisso firme com a ciência fundamental.
O Governo aprovou o diploma que extingue a FCT e a ANI, criando a nova Agência de Investigação e Inovação, medida que gerou críticas na comunidade científica pela falta de consulta prévia.
Num artigo no PÚBLICO, Fernando Alexandre, Cláudia Sarrico e Helena Canhão defendem reformas estruturais para valorizar o talento, reforçar a autonomia das instituições e colocar Portugal na linha da frente da investigação e inovação.
Um estudo encomendado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia propunha mudanças estruturais internas, mas não contemplava a sua extinção nem a fusão com a Agência Nacional de Inovação, como decidiu o Governo.
João Sàágua defendeu no PÚBLICO que a fusão da FCT com a ANI representa uma oportunidade para reforçar a eficácia e articulação do sistema científico nacional, recusando visões pessimistas sobre a reforma.