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João Sàágua defende fusão da FCT e ANI como passo necessário

João Sàágua defende fusão da FCT e ANI como passo necessário

João Sàágua defendeu no PÚBLICO que a fusão da FCT com a ANI representa uma oportunidade para reforçar a eficácia e articulação do sistema científico nacional, recusando visões pessimistas sobre a reforma.

Num artigo de opinião publicado no PÚBLICO, João Sàágua defendeu a fusão da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) com a Agência Nacional de Inovação (ANI) como uma oportunidade de reforma estrutural positiva no sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação. O autor sublinha que ambas as instituições “careciam muito, e com urgência, de reforma”, apontando ineficiências, sobreposição de funções e fraca articulação entre programas. Referindo-se à criação da nova Agência para a Investigação e Inovação (AI), Sàágua considera-a uma promessa de maior agilidade e eficácia, capaz de apoiar “toda a cadeia de conhecimento em articulação com a cadeia de valor que este pode gerar”.

Reter jovens, reter ciência

Diogo Nuno Freitas escreve na edição de hoje do DIÁRIO sobre a “retenção de talento científico” que “exige abordagens específicas que vão além das medidas gerais para manter os jovens no país”.

Apesar das críticas e receios levantados por diversos setores da comunidade científica, João Sàágua recusa “interpretações catastrofistas” e apela a uma leitura construtiva da iniciativa, considerando-a o “primeiro golo” de um processo necessário de atualização da herança de Mariano Gago. Evocando as palavras do Presidente da República sobre a maturidade do país para discutir o futuro da ciência e do ensino superior, o autor conclui que é tempo de avançar “com espírito exigente e crítico, mas construtivo”, confiando que a nova entidade trará um apoio mais coordenado, eficiente e abrangente à investigação e à inovação em Portugal.

Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Jelleke Vanooteghem.

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