Procurar
Close this search box.
Procurar
Close this search box.

Orçamento da nova agência de investigação definido na segunda metade de 2026

Orçamento da nova agência de investigação definido na segunda metade de 2026

O ministro Fernando Alexandre anunciou que o orçamento plurianual da futura Agência para a Investigação e Inovação apenas estará disponível no segundo semestre de 2026, juntamente com a revisão da Lei da Ciência.

O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, confirmou que a nova Agência para a Investigação e Inovação (AI2) só terá orçamento efetivo na segunda metade de 2026, coincidindo com a revisão da atual Lei da Ciência, que passará a designar-se Lei da Ciência e Inovação, segundo avançou o PÚBLICO. A decisão foi explicada numa audição parlamentar, na qual o ministro referiu que a fusão entre a FCT e a ANI permitirá “pensar o investimento da investigação e inovação a cinco anos”, reforçando a previsibilidade orçamental e o impacto económico e social do sistema científico.

De acordo com o jornal, o novo modelo prevê a manutenção de um orçamento próprio para a ciência fundamental, que continuará a financiar bolsas, centros e projetos de investigação. Em paralelo, será criada uma “unidade de desafios estratégicos”, dedicada à investigação aplicada e à inovação empresarial. O ministro afirmou que “a grande mudança é o orçamento plurianual e queremos reforçar o orçamento por receitas de impostos”, acrescentando que a AI2 trará “estabilidade e eficiência” à gestão dos fundos destinados à ciência e tecnologia.

O PÚBLICO adianta ainda que o Planapp, centro de políticas públicas, será o responsável por definir as áreas prioritárias e preparar uma proposta de orçamento a cinco anos, a aprovar em Conselho de Ministros. Até lá, o primeiro semestre de 2026 será dedicado à consolidação da estrutura da nova agência e à revisão legislativa. Segundo Fernando Alexandre, este processo pretende unir a ciência e a inovação num mesmo propósito de desenvolvimento estratégico para o país.

Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Zhenyu Luo.

Palavras-chave