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O aumento das propinas é “completamente irrelevante”

O aumento das propinas é “completamente irrelevante”

Em entrevista ao DINHEIRO VIVO, o novo reitor da Universidade Nova de Lisboa afirmou que o aumento das propinas é “completamente irrelevante” e defendeu que o verdadeiro obstáculo ao acesso ao ensino superior está no alojamento e nas condições de vida dos estudantes.

Em entrevista ao DINHEIRO VIVO, o novo reitor da Universidade Nova de Lisboa, Paulo Pereira, afirmou que “o aumento das propinas é completamente irrelevante”, considerando que o principal entrave à equidade no ensino superior “não é o valor das propinas, mas o do alojamento e das condições de vida para aceder a alojamento condigno”. O académico defendeu que Portugal continua abaixo do financiamento médio da OCDE e que “era bom termos um orçamento maior para ser distribuído pelas universidades”.

O reitor sublinhou que as alterações recentes à fórmula de financiamento das instituições, revistas em 2024, já introduziram “algumas alterações importantes, porque não contam apenas o número de estudantes e passam a contemplar também uma parcela associada a alguns indicadores de produtividade das instituições”. Sobre a quebra de candidatos registada este ano, afirmou que “não sentimos essa quebra de forma tão expressiva como noutras instituições”, adiantando que o tema será analisado no Conselho de Reitores.

Paulo Pereira, que já foi vice-presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), comentou ainda a fusão da FCT com a Agência Nacional de Inovação, dizendo que “o Governo não discutiu previamente com a comunidade e gerou-se um problema de comunicação”. Embora reconheça que a FCT “é uma estrutura um bocado anacrónica”, o reitor defendeu que “não é claro de que maneira essa fusão vai ajudar a melhorar o funcionamento da FCT e que estratégia é que isto serve”, pedindo ao Governo uma maior clarificação sobre a visão para o sistema científico nacional.

Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Gilles Rolland-Monnet.

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