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UMa com a maior queda de colocados do país

UMa com a maior queda de colocados do país

A variação entre os colocados nos dois últimos anos letivos indica que a queda da UMa foi de 25,1 %. Um resultado que deixa o Funchal na pior colocação de universidades públicas portuguesas, com 65,7 % das vagas preenchidas.
A biblioteca da Universidade da Madeira está localizada no piso 3 do Campus Universitário da Penteada.

A contínua queda do número de candidatos no Concurso Nacional de Acesso (CNA) indicavam o risco de redução do número de estudantes colocados na 1.ª fase. As notas mais baixas e a alteração nas regras de acesso, aliadas aos problemas de demografia, ditaram o impacto que a redução de candidaturas teve num concurso com menos 12,1% de estudantes admitidos, quando comparado ao CNA de 2024.

Sílvio Fernandes parece não ter começado o seu segundo mandato na reitoria com os resultados pretendidos e a sua previsível insatisfação é partilhada por toda Academia. Enquanto a Universidade do Porto apresenta uma redução residual de 0,90 % em relação aos colocados no ano letivo transato, a Universidade da Madeira (UMa) apresentou a pior variação entre as universidades públicas portuguesas, com uma redução de 25,1 %, de acordo com os dados da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES). A esperança, referida anteriormente pelos dirigentes, que os custos de habitação em cidades como Lisboa ou Porto poderiam beneficiar a UMa, não aconteceu.

Na mensagem que a UMa veiculou, o reitor justificou que “as novas regras de acesso, com a inclusão de mais provas e nova ponderação, não podem deixar de estar, de algum modo, associadas a esta descida, que se refletiu, a nível nacional, na diminuição de cerca de 15% do número de candidatos e de 12% do número de colocações”.

Em 2024, o Presidente da Direção da ACADÉMICA DA MADEIRA também alertou sobre os dados da Direção-geral de Estatísticas da Educação e Ciência sobre os graus de mestrado e e doutoramento: “em 2013-2014, a UMa tinha mais de 600 estudantes nos seus vários cursos de mestrado. Os dados de 2021-2022 revelavam que baixamos para cerca de 400 estudantes no 2.º ciclo. No mesmo período, em doutoramento, a UMa tinha, há dez anos, quase 100 estudantes e, em 2021-2022, registava um número inferior”.

No CNA de 2025, a UMa colocou 469 novos estudantes na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso 2025, face a 626 em 2024, num universo de 714 vagas abertas e 599 candidaturas em 1.ª opção, ficando 245 vagas por preencher, segundo da DGES. Em termos relativos, houve um acréscimo de vagas e uma descida de 25,1 % no número de colocados, sinal de um mercado de candidaturas mais contido do que no ano anterior.

Apesar de existir, pelo menos, 279 vagas sobrantes para a 2.ª fase, houve seis cursos da UMa com vagas totalmente preenchidas que, se os colocados confirmarem a sua colocação com a matrícula, não terão vagas: Enfermagem, Psicologia, Ciclo Básico de Medicina, Gestão, Educação Física e Desporto, e Educação Básica.

O reitor destacou “a média de classificação, igual ou superior a 18 valores, dos estudantes colocados em primeiro lugar em alguns dos nossos cursos, é a seguinte: Artes Visuais (18,63); Bioquímica (19,5); Ciclo Básico de Medicina (19,42); Direção e Gestão Hoteleira (18,23); Enfermagem (18,03); Engenharia Informática (18,99); Gestão (19,65); Psicologia (19,23)”. Aspectos positivos nas duas novas licenciaturas que a UMa colocou no concurso nacional: “a licenciatura em Engenharia Biomédica ficou próxima dos objetivos definidos (77%), e a licenciatura em Engenharia Física e Computacional obteve 40% de ocupação de vagas”.

Na Madeira, 93 % dos candidatos conseguiram ingressar numa Instituição de Ensino Superior, com 1.271 colocados entre os 1.370 candidatos. No concurso de 2024, 1.563 candidatos conseguiram a colocação, entre os 1.737 candidatos da região. Do total de candidatos da região em 2025, a UMa receberá 439 estudantes. Na instituição madeirense, a licenciatura em Engenharia Informática tem o destaque para o maior número de vagas sobrantes, com 46 vagas.

Apesar da quebra, a procura em primeiras opções confirma o interesse pela oferta formativa da UMa, ainda que nem sempre convertida em colocação imediata. As matrículas para os estudantes agora admitidos decorrem entre 25 e 28 de agosto, calendário informado pela DGES, ao qual se seguirá a 2.ª fase com as vagas sobrantes.

No retrato nacional, a 1.ª fase terminou com 43.899 colocados e uma taxa de colocação de 90,1 por cento. Entre os 48.718 candidatos válidos registou-se uma redução de 16,4 por cento face a 2024 e ficaram 11.513 vagas disponíveis para a 2.ª fase, de acordo com os dados oficiais divulgados pela Direção-Geral do Ensino Superior.

Por áreas, ingressaram 1.647 estudantes em cursos de Medicina, a Educação Básica subiu para 1.199 colocados, as formações em competências digitais totalizaram 6.447 colocados e verificou-se uma diminuição de 21,1 por cento nos admitidos em instituições de regiões com menor procura e pressão demográfica, segundo a Direção-Geral do Ensino Superior.

Luís Eduardo Nicolau
Com Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Pedro Pessoa.

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