Na 3.ª fase do concurso nacional de acesso entraram 1382 estudantes e “apenas 81,9% das vagas disponibilizadas no concurso nacional foram ocupadas, ao passo que, no ano passado, essa percentagem chegou aos 92,6%”, segundo o PÚBLICO. O balanço das três fases aponta para 45 290 colocados e para “menos 5322 estudantes por via do concurso nacional do que no ano passado”, o que confirma a tendência de recuo face a 2024.
O retrato desta última etapa mostra que os 1382 colocados resultam de 3046 candidaturas válidas, com 114 excluídas, e que 801 não tinham matrícula anterior no ensino superior público. Desses, 471 ficaram em universidades e 330 em politécnicos, de acordo com os dados da Direção-Geral do Ensino Superior citados pelo PÚBLICO. Para esta fase foram abertas 6710 vagas, acrescidas de lugares libertados e de ajustes técnicos, tendo ficado por preencher 5922.
As diferenças entre subsistemas são expressivas. Nas universidades a taxa de ocupação foi de 92,8 por cento, abaixo dos 97,4 por cento de 2024, enquanto nos politécnicos desceu para 67,7 por cento, quando no ano passado era 86,2 por cento, informa o PÚBLICO. Há casos em que “a taxa de ocupação ficou abaixo dos 40%”, como em Tomar, Guarda, Bragança e Beja, em contraste com resultados mais elevados como os do Politécnico do Porto, com 92,5 por cento, e do Politécnico de Lisboa, com 89,9 por cento.
Em termos absolutos, as instituições com mais novos estudantes foram a Universidade de Lisboa, com 7153, a Universidade do Porto, com 4928, e a Universidade de Coimbra, com 3575. Por áreas científicas, “foi na formação de professores” que a procura mais se destacou, com 95 por cento dos 1694 lugares ocupados, ao passo que Proteção do Ambiente, Serviços de Segurança e Agricultura, Silvicultura e Pescas ficaram abaixo dos 50 por cento, sinal de realocação da procura que merece acompanhamento, segundo o PÚBLICO.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Matthew Feeney.