A construção da Agenda Nacional da Juventude (ANJ) está em curso e pretende tornar-se o principal instrumento para orientar as políticas de juventude em Portugal. O Governo está a promover um processo de auscultação alargado, garantindo que os objetivos da ANJ refletem as prioridades e aspirações reais dos jovens. Para isso, está a contar com a participação ativa das Associações e Federações Académicas, reconhecendo o seu papel fundamental na representação estudantil e na mobilização dos jovens para esta iniciativa.
A auscultação pública está a ser conduzida através de uma plataforma online e de sessões presenciais, dinamizadas ao longo do mês de fevereiro pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), pelo Conselho Nacional de Juventude (CNJ) e pela Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ). O envolvimento destas entidades visa assegurar que o processo é inclusivo e abrangente, permitindo que jovens de diferentes contextos tenham oportunidade de contribuir para a definição das políticas que os afetam diretamente.
Juventude em discussão
O Inquérito Anual aos Finalistas da UMa revela que a empregabilidade e a independência financeira são as maiores preocupações dos jovens que terminam o curso, num contexto onde o elevado custo de vida, a dificuldade de acesso à habitação e a falta de oportunidades profissionais impulsionam a saída da Região, agravando a perda de talento qualificado e colocando em risco o futuro económico e social da Madeira.
Consultas gratuitas de psicologia e nutrição encontram-se suspensas
O Governo suspendeu até 2026 o programa de cheques-psicólogo e cheques-nutricionista, que garantia consultas gratuitas a estudantes, prometendo reformulá-lo e alargá-lo
As associações e federações académicas foram convidadas a colaborar na divulgação desta iniciativa junto dos seus estudantes, promovendo a participação ativa na ANJ. O Governo disponibilizou ainda um vídeo de apresentação da agenda, reforçando a importância do envolvimento das comunidades estudantis. Além disso, destaca-se a possibilidade de integração das iniciativas promovidas pelas associações no quadro da ANJ, garantindo uma articulação eficaz entre os diversos intervenientes no setor da juventude.
Com esta abordagem participativa, o Governo pretende consolidar um modelo de governação mais próximo dos jovens, onde as suas vozes sejam ouvidas e traduzidas em medidas concretas. A colaboração entre o setor público e as organizações juvenis surge como um passo essencial para assegurar que a Agenda Nacional da Juventude responde às reais necessidades da juventude portuguesa, promovendo políticas eficazes e sustentáveis para o seu futuro.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Jeswin Thomas.