A música é uma vocação para muitos. Porém, construir uma carreira nesse meio é um desafio sobretudo num mercado pequeno como é o do nosso país e os desafios trazidos pelas novas tecnologias. A instabilidade financeira e a necessidade de adaptação tornam essencial a resiliência dos músicos. Apesar das diversas carreiras possíveis no mundo do espetáculo musical, muitos acumulam funções devido à precariedade das profissões neste nicho cultural.
Os músicos podem atuar como professores, maestros, compositores, membros de bandas ou orquestras, organizadores de eventos ou músicos independentes. A maioria deseja atuar e viver da sua arte, mas o ensino surge como uma alternativa estável. A realidade do setor empurra muitos para múltiplas outras ocupações, combinando a criação musical com atividades complementares para garantir sustento.
Com a digitalização, surgem novas oportunidades e desafios. As redes sociais e outros meios de comunicação permitem que artistas alcancem maior visibilidade, enquanto a música de rua continua a ser um espaço autêntico de expressão. Mas será que todas essas funções permanecerão no futuro? O desejo de criar música sempre existirá, mas o mercado exige adaptação constante.
Summer Opening com uma Azáfama Eletrónica!
“A cada planta que cresce, a cada batida que sobre, a cada verão que chega, é como se a vida começasse de novo”. É sob esse espírito que o Summer
O primeiro sarau do verão de 2023 celebra o encanto dos Fatum
Na próxima sexta-feira, dia 30 de junho, às 21:00, os FATUM, grupo de fados da ACADÉMICA DA MADEIRA, traz o encanto
Na Madeira, organizar eventos é um desafio. O público está habituado a consumir cultura gratuitamente e a preferir os grandes arraiais. Isso dificulta a valorização de projetos independentes, exigindo inovação dos organizadores para garantir espaço a novas propostas musicais.
Assim como o desporto, a música pode ser uma ferramenta de bem-estar. Estudantes de qualquer área beneficiam da disciplina, criatividade e resiliência adquiridas na aprendizagem musical. Muitos ainda defendem que tocar um instrumento envolve o emocional, o intelectual e a relação física entre o que pensamos e sentimos. Esse processo torna a música um exercício profundo de autodescoberta.
A pressão e a competitividade no meio musical são enormes. Como disse Pedro Abrunhosa, no documentário Viagens, “um artista tem sempre de conquistar o seu público”. O sucesso não depende apenas do talento, mas também da capacidade de cativar e criar conexão com a audiência.
Belmond Reid’s Palace recebe Quinteto da Orquestra Clássica da Madeira
Quinta-feira, 26 de janeiro, pelas 21:30, no Belmond Reid’s Palace, atua o Quinteto de Sopros “Solistas OCM” irá interpretar um programa diversificado, brilhante e de valor artístico e estético. Os bilhetes custam 20 euros e estão à venda na receção do Reid’s Palace.
Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé!
Foi com este o lema que o Papa Bento XVI nos lançou o desafio de nos “fazermos ao largo”. A grande
O consumo de música mudou com as plataformas digitais. O acesso facilitado trouxe novas oportunidades, mas também dificuldades para os artistas, que enfrentam remunerações injustas e a necessidade de se adaptar a um mercado cada vez mais voltado para músicas curtas e virais.
Em relação à língua, os artistas portugueses tendem a cantar em inglês para alcançar mercados internacionais. Mais recentemente, o espanhol ganhou espaço devido à influência da música latina. Outras línguas, porém, ainda são pouco exploradas, limitando a diversidade cultural na música contemporânea.
Apesar dos desafios, a música continua a ser uma forma essencial de expressão e identidade. Cabe aos músicos e às estruturas culturais garantir que essa vocação possa ser sustentável e reconhecida.
Francisco Afonseca
Secção de Política do Ensino Superior da ACADÉMICA DA MADEIRA
Com fotografia de Priscilla du Preez.