A taxa de abandono precoce de educação e formação na Região Autónoma da Madeira (RAM) fixou-se nos 8,6% em 2024, representando uma descida de 0,4 pontos percentuais face ao ano anterior. A informação foi divulgada pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM) e destacada pela edição de 12 de fevereiro do JM Madeira, que sublinhou a tendência de redução deste indicador desde 2013, quando atingia os 28,2%. A diferença face à média nacional, que se situa nos 7,0%, é agora de 1,6 pontos percentuais. O abandono escolar precoce continua a ser mais elevado entre os homens (11,9%) do que entre as mulheres (5,1%).
Segundo os dados divulgados pelo jornal, a taxa de aprendizagem ao longo da vida (população entre os 25 e os 64 anos) atingiu um novo máximo, fixando-se nos 11,1%. Este crescimento foi mais significativo entre as mulheres (12,8%) do que entre os homens (9,2%). Além disso, a taxa de escolaridade da população residente entre os 20 e os 64 anos que completou, pelo menos, o 3.º ciclo do ensino básico atingiu 68,2% em 2024, um aumento face aos 66,7% registados no ano anterior. No ensino secundário, a taxa subiu para 51,8%, mantendo-se, no entanto, abaixo da média nacional.
Taxa de continuidade entre Profissional e Superior volta a baixar
Apenas 22% dos alunos que concluíram um curso profissional em 2023 prosseguiram para o ensino superior, destacando desigualdades regionais e desafios socioeconómicos associados a esta via de ensino. Governo não divulga dados relativos à Madeira e aos Açores.
Cadeiras vazias denunciam abandono crescente no ensino superior
Uma instalação com 70 cadeiras vazias na Universidade de Lisboa alertou para o abandono escolar no ensino superior, que atingiu sete
O ensino superior também registou melhorias. A taxa de escolaridade da população entre os 30 e os 34 anos fixou-se em 35,9% na Região, com uma diferença acentuada entre mulheres (43,8%) e homens (27,8%). Apesar de continuar abaixo da média nacional (41,0%), este indicador teve um crescimento de 8,7 pontos percentuais desde 2013.
A percentagem de jovens entre os 16 e os 34 anos que não estudam nem trabalham (NEET) desceu para 10,9% em 2024, o valor mais baixo registado na Madeira. Este indicador registou uma queda de 1,0 ponto percentual face a 2023, sendo a redução mais expressiva no grupo dos 25 aos 34 anos (-2,5 pontos percentuais). A taxa de jovens NEEF na Madeira mantém-se acima da média nacional, que se fixou nos 9,4%.
Medidas do governo podem impedir acesso ao cheque-psicólogo
Muitos estudantes do ensino superior poderão não ter acesso a cheques-psicólogo aprovados pelo Governo, pois o programa que lhes permite solicitar consultas de psicologia tem critérios restritivos para seleção de beneficiários.
Com centenas de docentes na UMa, apenas cinco se tinham inscrito para formação sobre inovação pedagógica
O Programa de Promoção de Sucesso e Redução do Abandono no Ensino Superior financia várias instituições portuguesas. Segundo o ministério, “em
Segundo dados divulgados pela Euronews, “em 2023, 11,2% dos jovens europeus entre os 15 e os 29 anos não tinham trabalho não estudavam nem estavam em formação. O que corresponde a mais de 8 milhões de pessoas”. O canal indicava que “os números dos NEET variam entre 4,8% nos Países Baixos e 19,3% na Roménia”.
Luís Eduardo Nicolau
Com Carlos Diogo Pereira
Com fotografia de Johnny Cohen.