ACADÉMICA DA MADEIRA participa na Festa do Livro de Belém

Entre 31 de agosto e 3 de setembro, com entrada livre, a residência oficial do Presidente da República, o Palácio Nacional de Belém, recebe a Festa do Livro. A IMPRENSA ACADÉMICA e a CADMUS, editoras da ACADÉMICA DA MADEIRA, participam no evento com dezenas de obras editadas nos últimos anos. Em simultâneo, acontece “Book 2.0 #The Future of Reading”, um evento que pretende “virar a página”.
Jardins do Palácio Nacional de Belém, em Lisboa.

João França, Paulo Miguel Rodrigues, José Viale Moutinho, Leda Pestana, Deodato Rodrigues, João Augusto de Ornelas, Ana Margarida Falcão, Andreia Baptista, Rafaela Rodrigues, Teresa Vieira e Ricardo Jardins são alguns dos autores madeirenses que estarão representados na Festa do Livro de Belém, iniciativa da Presidência da República e da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), nos jardins do Palácio Nacional de Belém. Serão quatro dias com 68 os editores e livreiros que levam até Belém obras e autores de língua portuguesa, representando 253 marcas editoriais em 122 bancas, como adianta a APEL. O programa inclui, adianta a organização, concertos, cinema, debates, sessões de autógrafos e lançamentos de livros.

Segundo Ricardo Freitas Bonifácio, Presidente da Direção da Académica da Madeira, “a presença da Imprensa Académica e da Cadmus são importantes para reforçar a importância da literatura regional e da investigação produzida na Madeira no cenário regional”. Perto de assinalar o seu décimo aniversário em 2024, as editoras criadas e geridas pela Académica da Madeira alcançaram cem obras publicadas como resultados do trabalho de dezenas de autores e investigadores.

Um dos parceiros do evento é a rede de bibliotecas de Lisboa. A Loja BLX estará presente com publicações municipais, além de dinamizar um espaço para os mais pequenos com histórias, jogos e música para bebés. Haverá áreas dedicadas para leitura e uma zona de restauração. A entrada é gratuita e feita pelo Museu da Presidência ou pelo Jardim Botânico Tropical.

Em combinação com a Festa do Livro de Belém acontece o “Book 2.0 #The Future of Reading”, pretendendo ser o maior evento de discussão do futuro dos livros em Portugal e na Europa.

Pedro Sobral, Presidente da APEL, referiu que “mais do que um evento sobre livros, o Book 2.0 é um convite para explorarmos em conjunto o futuro do livro e da educação e debater as soluções para os desafios que se avizinham. O objetivo da APEL, enquanto entidade organizadora, passa por promover a leitura e impulsionar a literacia, lado a lado com a evolução e as transformações sociais consequentes, mantendo um olhar atento às novas exigências digitais, à inclusão e à sustentabilidade – fundamentais para a prosperidade do setor”.

O escritor Afonso Cruz, a poeta Alice Neto de Sousa, a jornalista Ana Daniela Soares, o escritor João Tordo são alguns das dezenas de oradores participantes na iniciativa. Marcelo Rebelo de Sousa encerrará o primeiro dia de trabalhos.

Sob o mote “está na altura de virarmos a página”, indicando que 750 milhões de pessoas em todo o mundo não sabem ler e que desse total, 500 milhões são mulheres, a organização espera dois dias de discussão sobre os livros, o seu contributo, presente e futuro. Em Portugal, de acordo com o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, mais de 60% da população não lê livros. Há poucos meses, o Ministro da Cultura anunciou um cheque livro, para quem faz 18 anos, que ainda não tem valor definido. O governante, que participa na iniciativa no antigo picadeiro do Palácio Nacional de Belém, poderá revelar o plano completo da nova medida que é esperada para os jovens que completem 18 ou 19 anos em 2023.

As editoras madeirenses, que “ também orgulham-se da sua importante contribuição para o aparecimento e consolidação de novos talentos madeirenses na área da literatura e da ilustração”, além da recuperação de várias obras publicadas no passado em reedições, marcam presença acompanhadas de grandes editoras nacionais como a Porto Editora, a Tinta da China e Companhia das Letras. A Festa do Livro de Belém é conhecida por apostar na literatura de língua portuguesa e dar palco, de forma equilibrada, aos vários livreiros portugueses. Ao contrário de outros eventos, como a Feira do Livro de Lisboa, em Belém não existe grande disparidade na dimensão do espaço de exposição dos livreiros, existindo um equilíbrio entre todos os participantes.

Ricardo Freitas Bonifácio refere que as obras editadas pela Imprensa Académica e pela Cadmus estão disponíveis nas maiores livrarias eletrónicas do país, como a Bertrand, a Fnac e a Wook, além da presença em livrarias físicas do grupo Bertrand e da Fnac na Madeira. Trata-se, contudo, de uma dificuldade em ter os livros disponíveis nas grandes livrarias do Porto e de Lisboa. O evento em Belém permite dar mais projeção às duas editoras para os leitores da cidade. Além do território nacional, as obras das duas editoras madeirenses estão à venda em livrarias de outras cidades como Bruxelas, Paris, Londres e Nova Iorque.

Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia da Presidência da República.