O Scalabrini Centre, percentence à Arquidiocese católica de Southwark e mantido pelos padres Missionários de São Carlos Borromeu, é um lugar ligado às comunidades portuguesa, italiana e filipina na grande Londres. Este é o local escolhido para realizar o último dos encontros que a ACADÉMICA DA MADEIRA tem promovido no Reino Unido.
A noite iniciou-se com abordagem das ligações históricas da Madeira com o Reino Unido, partindo do relato da estadia do médico escocês James Macaulay e das litografias realizadas pelo artista inglês Andrew Picken, editados por primeira vez em 1841 e que chega agora numa edição bilingue, coordenada pelo historiador Paulo Miguel Rodrigues, sob o título MADEIRA ILUSTRADA.
“Será que as instituições estão preparadas para lidar com as suas especificidades?” O Ensino Superior enfrenta novos desafios
DESAFIOS PARA O ENSINO SUPERIOR – volume III é uma obra que pensa a Academia, a investigação e a formação e as problemáticas que lhes colocam no mundo moderno.
“A História […] é também uma construção ideológica e social”
Do século XV, tempo do povoamento, ao final do século XX, época da conquista da liberdade democrática e da autonomia política,
Partindo para o folclore madeirense, vocacionado para jovens lusodescendentes, o serão continuou com a apresentação de CONTINHOS POPULARES MADEIRENSES, reunidos pelo padre Alfredo Vieira de Freitas, numa antologia que passa por várias freguesias da ilha da Madeira.
Seguiu-se um momento musical promovido pelos FATUM que incluiu canções tornadas famosas pelos madeirenses Edmundo de Bettencourt e Maximiano de Sousa (Max). A terminar a noite, um jantar convívio, inspirado no panelo, tradicional do último domingo de janeiro em muitas freguesias da Madeira, em particular o Seixal.
Com próximo de 225 mil pessoas, entre emigrantes e lusodescendentes, registados no Consulado Geral de Portugal, na área de Londres, esta é a maior comunidade lusófona no Reino Unido.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Pedro Pessoa.