Amália Rodrigues e a paisagens do Porto Santo

Numa ilha deserta no meio do Atlântico, alguns náufragos sobrevivem caçando tartarugas gigantes que ali vivem. Entre eles estão um marinheiro e a sua mulher, relação ambígua que enfrenta obstáculos com a chegada do salvamento.

Ousado projeto de produção do madeirense António da Cunha Telles, o filme é baseado num conto de Herman Melville, o autor de Moby Dick, e conta com Amália Rodrigues no papel principal. A sua história é contada por um narrador (Pierre Vaneck, dobrado por Varela Silva) que nos leva até uma ilha despovoada no meio do Atlântico, onde alguns náufragos sobrevivem com a pesca das tartarugas gigantes que ali vivem. Entre eles estão Hunila (Amália Rodrigues) e um marinheiro francês (Pierre Clémenti), cuja ambígua relação se vê interrompida pela chegada do salvamento. A nova cópia digital foi selecionada para o Festival Lumière (2023), em Lyon, integrando a secção Lumière Classics – Tesouros e Curiosidades.

Carlos Cardoso Villardebó foi um cineasta luso-francês, nascido em Lisboa, em 1926, e falecido em França (em Aubais), em 2019, país onde realizou os seus estudos. A sua carreira como realizados iniciou-se em 1946, em parceria com outros cineatas, e, em 1948, realizou Un dimanche (Um domingo), a sua primeira curta-metragem, formato em que se notabilizou e que lhe granjeou a Palma de Ouro em Cannes, em 1961, com La petite cullière (traduzida para Português como A colher egípcia).

O outono também aquece

Duas pessoas solitárias encontram-se, por acaso, na noite de Helsínquia e tentam procuram o primeiro, único e último amor das suas vidas. O caminho para atingir esse objetivo está cheio de obstáculos: o alcoolismo, números de telefone perdidos, não saberem o nome um do outro. Em geral, a vida cria

As Ilhas Encantadas (no seu título original Les Îles enchantées), de 1965, são a sua única longa-metragem, rodada na ilha do Porto Santo, com o apoio da Marinha Portuguesa e com a então Delegação de Turismo da Madeira. A obra de Carlos Villardebó é a sugestão do Screenings Funchal e da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, numa parceria com os Cinemas NOS e a ACADÉMICA DA MADEIRA, para sábado, 3 de fevereiro.

O cliente NOS, portador do seu cartão, tem direito a dois bilhetes pelo preço de um. Se for sozinho, além do bilhete, tem a oferta de um menu pequeno de pipocas e bebida. Vamos aproveitar estas vantagens com mais um momento de grande cinema que o Screenings Funchal proporciona.

Convidamos a assistir esta longa metragem com a nossa companhia. Até lá, confira o que lhe contamos no portal do Screenings Funchal.

Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotograma da película de Carlos Villardebó.

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