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Candidaturas ao ensino superior recuperam após falhas nos exames nacionais

Candidaturas ao ensino superior recuperam após falhas nos exames nacionais

Apesar do arranque marcado por dificuldades, o número de candidaturas ao ensino superior aproxima-se dos valores registados em 2025.

O ritmo das candidaturas ao ensino superior acelerou nos últimos dias da primeira fase do concurso nacional de acesso, aproximando-se dos números alcançados no ano passado. Depois de um início condicionado pelos problemas na divulgação e revisão das classificações dos exames nacionais, os candidatos voltaram gradualmente a submeter as suas opções, reduzindo a diferença relativamente a 2025.

A quatro dias do encerramento do prazo, tinham sido registadas 47.960 candidaturas. Faltavam apenas 1.635 para igualar o total da primeira fase de 2025, que terminou com 49.595 candidatos. A evolução representa uma recuperação significativa, sobretudo tendo em conta que, nos dois primeiros dias do concurso deste ano, tinham concorrido apenas 2.722 estudantes, muito abaixo dos 16.339 registados no mesmo período do ano anterior.

A recuperação coincidiu com a resolução progressiva dos problemas associados aos exames nacionais. As revisões de classificações, motivadas por falhas na exportação de ficheiros, questões inicialmente não classificadas e erros na correção de perguntas de escolha múltipla, atrasaram a decisão de milhares de estudantes, que aguardaram pela confirmação das suas notas antes de formalizarem a candidatura ao ensino superior.

Quando a comparação é feita considerando o mesmo número de dias decorridos desde a abertura do concurso, a diferença praticamente desaparece. Ao fim de 14 dias de candidaturas, 2026 contabilizava mais 164 candidatos do que 2025, uma variação de apenas 0,3%, demonstrando que o atraso inicial acabou por ser praticamente recuperado ao longo do processo.

O contexto continua, contudo, a ser diferente do vivido há dois anos. Em 2025, o número de candidatos caiu para níveis que não se verificavam desde antes da pandemia, fenómeno explicado pela conjugação de vários fatores, entre eles a redução da taxa de conclusão do ensino secundário e a exigência de duas provas de ingresso para acesso aos cursos superiores. Esta última regra foi entretanto revertida pelo Governo, permitindo novamente que as instituições possam admitir candidatos com apenas uma prova de ingresso.

Neste concurso estão disponíveis cerca de 57 mil vagas nas universidades e institutos politécnicos públicos. Os resultados da primeira fase serão conhecidos a 23 de agosto, seguindo-se uma segunda fase de candidaturas entre 24 de agosto e 4 de setembro. Em paralelo, decorrerá ainda uma época especial de exames nacionais, criada na sequência dos problemas verificados este ano, permitindo aos estudantes utilizar a melhor classificação obtida para efeitos de candidatura ao ensino superior.

Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Tim Gouw.

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