A preparação para a Prova Nacional de Acesso (PNA) representa um dos períodos mais stressantes na vida dos estudantes de Medicina. Segundo o Expresso, o processo exige uma dedicação extrema, com muitos estudantes a relatar “um ano de stress” devido à carga de estudo e à pressão de alcançar boas classificações. Hélio Conceição, um dos finalistas que irá realizar a prova, confessou que passou o verão “fechado em casa a estudar” e chegou a um ponto de exaustão física e mental. Para ele, a ansiedade chegou ao ponto de considerar desistir, sendo necessária a ajuda de um psicólogo para continuar.
Além da pressão psicológica, a logística em torno da prova também contribui para o desgaste emocional. Muitos estudantes, como Hélio Conceição e Leonor Nicolau, têm de viajar para os locais de exame e planear estadias de véspera, aumentando o custo e a complexidade do processo. No caso de Leonor, a ansiedade inclui receios como “o medo irracional de que o relógio avarie a meio da prova”, conforme relatado pelo jornal. O rigor exigido na sala de exame — sem pausas longas ou acesso a dispositivos — intensifica ainda mais a tensão do dia.
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A influência da ansiedade também é evidente nos testemunhos de outros estudantes. Inês Cardoso, por exemplo, destacou que começou a preparação com a sensação de que “o mundo acabaria” se não conseguisse tirar uma boa nota. Esta pressão é amplificada pela visibilidade pública das classificações e pela competição pelas especialidades mais concorridas, como oftalmologia e dermatologia. Para muitos, o impacto é duradouro, refletido em fóruns como a página “Medicino”, onde estudantes partilham desabafos e estratégias para lidar com o nervosismo.
O ambiente em torno da PNA é, segundo o Expresso, “cada vez mais duro”, alimentado pela perceção de desvalorização da profissão e pela necessidade de fugir às especialidades vistas como menos atrativas. Ana Cunha (nome fictício), uma futura candidata, já sente a pressão ao iniciar os estudos para a prova do próximo ano. Apesar de tentar incluir pausas na rotina, admite que “é muito fácil entrar numa espiral”. Estes relatos evidenciam como a PNA ultrapassa o simples desafio académico, impactando profundamente a saúde mental e emocional dos candidatos.
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Luís Eduardo Nicolau
Com Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de National Cancer Institute.