Procurar
Close this search box.
Procurar
Close this search box.

João Augusto de Ornelas com nova obra publicada pela IMPRENSA ACADÉMICA

João Augusto de Ornelas com nova obra publicada pela IMPRENSA ACADÉMICA

Lançamento a 31 de março de 2025, no Museu de Imprensa da Madeira, Câmara de Lobos, às 10:00. A sessão de apresentação contará com a presença da Presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, Sónia Pereira, do editor, Carlos Diogo Pereira, e do autor, Xavier Miguel.
A JUSTIÇA DE DEUS, de João Augusto de Ornelas, editado pela IMPRENSA ACADÉMICA.

A JUSTIÇA DE DEUS é o 14.º número da Coleção ILUSTRES (DES)CONHECIDOS, uma das principais produções da IMPRENSA ACADÉMICA que surgiu da necessidade de colmatar a quase ausência de obras de autores de origem madeirense disponíveis ao público e à comunidade escolar. Esta coleção de obras comentadas por investigadores tem constituído um repositório de origem regional em romance, conto, crónica, fábula, poesia, entre outros, que dialogam com vários movimentos literários. A presente edição conta com um prefácio do ator e encenador Xavier Miguel e com um posfácio do professor da Universidade da Madeira, Rui Guilherme Silva. Tem ainda o prefácio que o romancista, historiador e dramaturgo Pinheiro Chagas fez para a edição original de 1877.

O romance A JUSTIÇA DE DEUS, de João Augusto de Ornelas, publicado em 1877, numa época em que o romantismo estava a ser superado pelo realismo e pelo naturalismo, é um romance-folhetim ainda muito em voga em Portugal. O autor, no prólogo “Aos Leitores”, diz ter escrito este romance “inspirado pelas nossas reminiscências infantis e cremos ser fiel na pintura dos usos e costumes dos povos das vilas da Madeira e das suas festas campestres”. No entanto, adverte que se trata também da narrativa de “uma história fiel, repassada de amarguras, ungida de lágrimas”.

A obra tem um tom e uma linguagem melodramáticos e melancólicos, quase teatrais, como também descrições ricas em pormenores trágicos, negros e misteriosos. Como refere Xavier Miguel, que fez o prefácio da presente edição: “É para um público que gosta de mistérios a escrita deste senhor ‘desconhecido’”. Mistérios e crimes, cometidos no silêncio da noite e que serão castigados pela justiça divina.

Duas suaves figuras femininas, Luísa e Leonor, estão no centro da narrativa em que ambas padecem, são infelizes, amam e veem morrer os entes queridos. Para o professor Rui Guilherme Silva, na celebração amorosa de Alfredo e Luísa, tragicamente interrompida pelo crime passional que vitima Alfredo, cujo autor moral é Lúcio de Andrade, João Augusto de Ornelas pretende mostra que “para a ação do mal, por parte de plebeus ou aristocratas, é invariavelmente o mesmo: a recompensa pecuniária”. Para o mesmo professor, a obra de João Augusto de Ornelas “interessa, sem dúvida, ao estudo da história das ideias e das representações sociais da Madeira”.

A obra que agora se publica merece o esforço da Imprensa Académica para que João Augusto de Ornelas deixe de ser um ilustre desconhecido dos leitores madeirense. Para Xavier Miguel, “Ornelas será um escritor para quem gosta de romance histórico e de época, […] Por isso é uma feliz oportunidade reeditar mais uma obra deste autor, permitindo que mais pessoas o possam ler e descobrir este grande autor madeirense”.

João Augusto de Ornelas nasceu no Estreito de Câmara de Lobos, em 1833, tendo falecido no Funchal a 11 de julho de 1886. Pouco se sabe da sua infância, já que terá sido uma criança enjeitada. Foi aluno do Liceu do Funchal, atual Escola Secundária Jaime Moniz, trabalhou como tipógrafo, destacando-se como jornalista, nomeadamente no periódico O Direito, que também dirigiu. Casou em 1866 com Adelaide Augusta da Silveira e esteve ligado a instituições de caridade. Começou a publicar em jornais literários, tendo alcançado notoriedade com inúmeros folhetins divulgados na imprensa, mas, sobretudo, com seis romances editados sob o signo do Romantismo.

Há 200 anos, na ilha da Madeira

Giuseppe Abate, mestrando em Linguística na UMa, traduziu para português moderno obras sobre a Madeira do século XIX, escritas por estrangeiros. Uma vez estudadas por especialistas, serão editadas pela Imprensa

A Coleção ILUSTRES (DES)CONHECIDOS, publicada sob a chancela da IMPRENSA ACADÉMICA, pretende recordar ou apresentar autores e obras literárias que foram publicados no passado, mas que, temporal ou espacialmente distantes do público, devem compor o corpus literário madeirense, conhecido e acessível, para afirmação e edificação contínua da nossa Cultura e Arte.

Esta coleção tem despertado a atenção dos jovens e dos seus professores. Alguns dos seus números têm vindo a ser incluídos como leitura recomendada ao Ensino Secundário ou trabalhados em aulas de Língua Portuguesa no Ensino Básico em escolas da Região.

A IMPRENSA ACADÉMICA é uma editora universitária portuguesa, criada em 2014, que desenvolve linhas editoriais que refletem a atividade científica das universidades e das demais instituições de ensino superior. Tem por missão a publicação de obras de mérito científico e cultural.

Crónicas da Primeira República por um madeirense

José Varella foi uma das mais notáveis figuras portuguesas do início do século XX. Nascido na Ponta do Sol, foi médico, militar, político e jornalista, assinando várias crónicas satíricas da Primeira República publicadas em diferentes periódicos. Estas foram recolhidas e estudadas por uma sobrinha-neta e reunidas numa edição da IMPRENSA ACADÉMICA.

Ao longo dos anos tem publicado em vários domínios do saber para promover e fomentar a investigação, além de divulgar os trabalhos produzidos nas instituições de ensino superior e incentivar a interação com a sociedade.

Tem desenvolvido obras direcionadas para o público infantojuvenil, que envolvem o trabalho de investigadores de diferentes áreas do saber, além de estudantes e de antigos estudantes universitários, e que visam incentivar o gosto pela leitura e a valorização do património nas faixas etárias mais jovens.

Timóteo Ferreira
ET AL.
Com fotografia do livro.

Palavras-chave