A ÍCARO, nova chancela editorial da Associação para a Promoção da Herança Madeirense, dá continuidade ao projeto da coleção VIDAS (DES)CONHECIDAS, agora com a obra PINGA. UM GÉNIO DO FUTEBOL, do consagrado escritor madeirense José Viale Moutinho, e ilustrado pela jovem ilustradora madeirense, porém já com provas dadas, Rafaela Rodrigues.
O lançamento será no dia 20 de março, sexta-feira, às 18:00, no palco principal da Feira do Livro do Funchal.
A nova chancela editorial ÍCARO nasce inspirada no mito clássico que lhe dá nome, símbolo da juventude, da ousadia e do desejo de ir mais longe. Tal como Ícaro, os jovens leitores são movidos pela curiosidade, pela vontade de aprender, de experimentar e de ultrapassar limites, ainda que conscientes dos riscos que esse percurso implica. A chancela junta-se ao universo editorial criado pela Académica da Madeira, a Imprensa Académica e a Cadmus, com a gestão editorial da Associação para a Promoção da Herança Madeirense.
Ao assumir esta referência mítica, a chancela afirma-se como um espaço editorial pensado para quem está a descobrir o mundo e a si próprio, promovendo a leitura como exercício de liberdade, de imaginação e de pensamento crítico. A ÍCARO convida os mais jovens a voar alto através dos livros, com ambição, criatividade e sentido de responsabilidade, ligando a herança cultural clássica aos desafios do presente.
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Poucos saberão que há no Funchal, tal como na cidade do Porto, uma rua com o nome do antigo futebolista, nascido no Funchal a 30 de setembro de 1909. Artur Soares de Sousa, «Pinga», como ficou conhecido, que começou a dar os primeiros pontapés na bola no antigo Campo de D. Carlos I, hoje Jardim do Almirante Reis.
O autor e a ilustradora madeirenses juntaram-se para produzirem uma obra de homenagem a Artur Soares de Sousa, o «Pinga», uma vida desconhecida também de muitos madeirenses, um génio do futebol, que brilhou ao serviço do Marítimo e do Futebol Clube do Porto.
A escrita divertida e descontraída de José Viale Moutinho conta-nos como estes primeiros pontapés eram dados em bolas feitas de bucho de atum, pois bolas de couro eram um luxo fora do alcance dos miúdos da época do Pinga.
José Viale Moutinho explica assim a génese do livro: «O Pinga revelou-se-me uma personalidade muito interessante do ponto de vista desportivo e também humanamente apreciável. Nas muitas vezes que estive no Funchal, passando pela rua que leva o seu nome, pensava que, um dia, viria a escrever sobre ele. Fiz a pesquisa, descobri que o jogador era muito mais interessante do que eu supunha, e não pude resistir».
José Viale Moutinho nasceu no Funchal, em 1945. É jornalista e escritor consagrado, tem várias obras editadas, algumas delas traduzidas nas mais diversas línguas, como o russo, búlgaro, castelhano, alemão, italiano, catalão, asturiano e galego.
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A ilustração de Rafaela Rodrigues procurou evocar a imagem fotográfica do futebolista e combinar com o desenho, como explicou: «Apesar de termos algumas imagens de referência, são todas antigas e de pouca resolução e o aspeto do jogador muda um bocadinho de uma fotografia para outra. As ilustrações foram construídas por meio de colagens digitais, combinando desenhos a carvão, texturas e desenhos a lápis de cor».
Rafaela Rodrigues é uma autora madeirense que cresceu em Machico. Estudou Design na Universidade da Madeira e é mestre em Ilustração pela Escola Superior Artística do Porto – Guimarães. Tem várias obras editadas pela CADMUS, sendo de destacar o conjunto sobre as profissões como A Bordadeira, O Levadeiro, A Fiandeira, O Pescador.
Pinga jogou no Marítimo e, muito episodicamente, no açoriano União Micaelense, antes de se transferir para o Futebol Clube do Porto a 8 de novembro de 1931. Pinga foi um jogador muitas vezes decisivo e muito acarinhado no Futebol Clube do Porto. No Porto, fez o seu último jogo oficial a 23 de Junho de 1946, contra o Atlético, nas meias-finais da Taça de Portugal. Em toda a sua carreira, alcançou a incrível marca de 394 golos em 400 jogos oficiais, em Portugal e no estrangeiro. Como escreveu o autor: «É a história deste homem que dava certeiros pontapés na bola que vão conhecer. Um génio, insisto, um génio do desporto-rei!».
Artur Soares de Sousa, «Pinga», faleceu a 12 de Julho de 1963, com apenas 54 anos incompletos.
José Viale Moutinho lamenta o pouco interesse manifestado pelos clubes por onde passou o Pinga por esse projeto: «quando preparava este livrinho descobri que, do ponto de vista biográfico e desportivo, ambos os clubes não mostraram mais do que silêncio às minhas perguntas, à minha recolha de informações. Valeu-me, isso sim, os colecionadores de dados sobre o Porto. A Madeira, por exemplo, parece que, dado o nome à rua, já podia lavar as mãos. E o Porto, deu também o nome civil do Pinga a uma artéria da cidade, mas omitiu a alcunha por que ele é conhecido. Daí que a história se perdesse, apesar de ele figurar no panteão das glórias portistas e ter uma estátua à entrada do Museu do Futebol Clube do Porto! Nenhuma das direções desses clubes respondeu às minhas perguntas sobre o Pinga!».
Timóteo Ferreira
ET AL.
Com fotografia da ilustração de Rafaela Teixeira.