Lançamento no dia 4 de abril, às 18:00, no Colégio dos Jesuítas do Funchal. A CADMUS reedita o primeiro livro de Sandro Nóbrega, O ESTRANHO CASO DA FLUTUAÇÃO, que conta com o prefácio de Violante Saramago Matos. A obra é uma divertida alegoria sobre os nossos comportamentos e os nossos medos em relação ao desconhecido. Escrita durante o confinamento resultante da pandemia de COVID-19, o mote para o desenvolvimento da narrativa vai muito para além daquele contexto, como explica o autor: “Por isso, podendo dizer que a epidemia COVID-19 foi o motor que me levou a escrever a obra, a verdade é que considero que o enquadramento crítico pode ser alargado a diversos aspetos da nossa vida coletiva”.
Tudo começa numa certa manhã, numa cidade e numa ilha não nomeadas, como, aliás, nenhum lugar ou personagem são nomeados, à exceção dos dois jovens protagonistas: João e Joana. Assim, do nada, a meio de uma brincadeira inocente, os dois jovens começam a flutuar. A partir daí, a rotina da cidade e da ilha muda, envolvendo os seus habitantes num turbilhão de acontecimentos inesperados.
O estranho fenómeno da flutuação avança sem olhar a idades, nem a géneros, nem a raças. A obra coloca o leitor em confronto com uma realidade, uma epidemia desconhecida da flutuação, que desafia as leis da física, ultrapassando algumas leis elementares da lógica e do bom senso.
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Um retrato sensível e inspirador do Padre Martins Júnior, contado e ilustrado para despertar nos mais jovens o gosto pela história, pela cultura e pelo poder transformador das palavras.
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Admirador e influenciado por José Saramago, o autor tece de forma muito impressiva uma crítica à realidade social e política da ilha. Nas palavras da filha do escritor e prefaciadora: “Sandro Nóbrega soube usar o que deles [dos textos de Saramago] recebeu para criar uma alegoria onde retrata a vida da cidade, as contradições sociais, as dificuldades do importante sector da saúde, o desnorte face ao desconhecido, as insuficiências das respostas básicas e urgentes, as tensões com o governo central, a hipocrisia e o faz de conta que percorrem toda a narrativa.”
O ESTRANHO CASO DA FLUTUAÇÃO não apenas diverte e entretém, mas abre novos pontes de vista e estimula a reflexão sobre a nossa sociedade e sobre como nos deixamos condicionar e até mesmo manipular pelos nossos medos e pelas nossas fragilidades. Embora sérios, os temas foram tratados de forma leve. Como diz o autor: “Diverti-me a escrevê-la; espero que o leitor também o consiga fazer na leitura.
SANDRO NÓBREGA nasceu no Funchal em 1978. É professor de Português. Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, pela Universidade de Coimbra. Doutorado pela mesma universidade, em 2015, com um trabalho no âmbito da Literatura e da Didática, nomeadamente em leitura em voz alta no âmbito da aula de Português e com ligação a outras áreas artísticas e à performance poética. Ligado desde cedo ao Teatro, desenvolveu trabalhos enquanto ator e encenador e projetos didáticos relacionados com a leitura. É presidente da companhia GATO – Grupo de Amigos do Teatro. Atualmente, leciona na Escola Básica com Pré-Escolar de Santo António e Curral das Freiras.
“Este fio, que provém de um ser vivo […] transforma-se no barrete, […] um símbolo madeirense”
A Cadmus lança uma obra que dá a conhecer a pessoa que tradicionalmente transforma a lã nos novelos usados em casa, venha conhecer, A FIANDEIRA, de Rafaela Rodrigues. A apresentação é esta quinta-feira, no Museu Etnográfico da Madeira, pelas 17:30.
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O menino que nasceu e cresceu no Funchal e que adorava filmes foi o terceiro biografado na coleção VIDAS (DES)CONHECIDAS, da
A ACADÉMICA DA MADEIRA criou, em outubro de 2020, a CADMUS, uma nova editora que funciona em paralelo com a IMPRENSA ACADÉMICA, esta com uma clara matriz universitária. A criação desta nova editora surge da necessidade de existência de uma linha mais generalista, de novos autores de livros independentes e que edita em Portugal para todo o mundo.
CADMUS, que dá nome à chancela, é considerado o primeiro herói da mitologia helénica. Para Heródoto, teria sido o introdutor do alfabeto fenício na Grécia Antiga, originando o alfabeto grego.
Timóteo Ferreira
ET AL.
Com fotografia da capa do livro.
