Luiza (ou Luísa, como escrevemos atualmente) teve uma vida que, mesmo marcada por diversas tragédias, é uma inspiração para todos os que desejam realizar os seus sonhos.
Órfã de ambos os pais desde a infância. Vítima de um marido iracundo, alcoólico e viciado no jogo. De compleição frágil, sofreu de depressão e de várias doenças físicas. Na velhice, viveu com dores incapacitantes que lhe limitavam os movimentos.
Sara Isabel Mota e Ana Luísa Freitas lançam obra infantojuvenil
O SEGREDO DA MARIA PERUCA, de Sara Isabel Mota e Ana Luísa Freitas tem lançamento marcado para o Colégio dos Jesuítas do Funchal, no dia 15 de novembro, pelas 18:00.
“Uma viagem irrecusável pela ilha da Madeira rural, serrana, em perfeita harmonia com a natureza”
Sete anos desde a sua primeira edição, que também traduzida para Inglês, a Imprensa Académica apresenta LEVADAS DA MADEIRA enriquecido com
Por outro lado, que sempre que pôde, tomou as rédeas do seu destino. Casou por amor, com quem quis e enfrentou o preconceito ao tornar-se uma das primeiras mulheres a divorciar-se em Portugal, mal foi aprovada a lei, no início da Primeira República. Enquanto se restabelecia da tuberculose em França, foi apanhada pela Grande Guerra, mas, em vez de regressar à relativa segurança da sua pátria, dedicou-se a ajudar os soldados feridos, confortando-os e responsabilizando-se pela correspondência com as suas famílias. Com o tempo, tornou-se numa das distintas figuras nos círculos intelectuais de Portugal, valorizando o papel da mulher na sociedade.
Não tanto conhecido é o facto de ter colaborado na criação de um museu na Quinta das Cruzes, a antiga residência funchalense dos Freitas Lomelino, seus avós maternos, contribuindo com mobiliário e outras peças do espólio destes morgados, uma das mais antigas linhagens nobres da Madeira.
Há 100 anos, a Europa vivia tempos difíceis, marcados pela guerra, fome, pandemia, inflação, instabilidade política.
Foi, porém, na escrita que singrou. Desde muito jovem que acalentava o sonho de ser escritora, chegando mesmo a enviar contos para alguns jornais, nem sempre com o êxito que ambicionava.
Em adulta, sob o pseudónimo de Luzia (anagrama do seu nome), resolveu publicar OS QUE SE DIVERTEM, obra que a Imprensa Académica também viria a escolher para iniciar a coleção ILUSTRES (DES)CONHECIDOS. Este seu primeiro livro foi, desde logo, um sucesso, tornando Luzia numa das mais apreciadas autoras portuguesas do seu tempo.
A tradição oral madeirense na Feira do Livro
O lançamento da obra CONTINHOS POPULARES MADEIRENSES, de Alfredo Vieira de Freitas e Tiago Pinto, decorreu no palco principal da 50.º Feira do Livro do Funchal na tarde do dia 6 de março.
Horácio B. Gouveia revisita o ataque corsário que marcou a Madeira
Em 1566, Horácio B. Gouveia conduz o leitor à Madeira quinhentista, recriando, entre História e ficção, o ataque dos corsários franceses
A Luiza/ Luzia merece ser conhecida por todos como exemplo de perseverança, face aos obstáculos. Em VIDAS (DES)CONHECIDADAS: LUZIA temos a sua vida, contada a todas as idades, pelo ator e dramaturgo Xavier Miguel e pela artista visual e ilustradora Teresa Vieira.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com imagem da ilustração de Teresa Vieira.