Luiza (ou Luísa, como escrevemos atualmente) teve uma vida que, mesmo marcada por diversas tragédias, é uma inspiração para todos os que desejam realizar os seus sonhos.
Órfã de ambos os pais desde a infância. Vítima de um marido iracundo, alcoólico e viciado no jogo. De compleição frágil, sofreu de depressão e de várias doenças físicas. Na velhice, viveu com dores incapacitantes que lhe limitavam os movimentos.
José Viale Moutinho recebeu o Prémio Inez de Castro
Escritor madeirense, também editado pela IMPRENSA ACADÉMICA e pela CADMUS, editoras da ACADÉMICA DA MADEIRA, foi novamente distinguido. A Fundação Inês de Castro atribuiu o Prémio Inez de Castro ao escritor.
Com a cabeça na Lua!
Luna e o Bochechinhas, o livromante, são personagens criadas por Andreia Baptista e que têm feito as delícias das crianças da
Por outro lado, que sempre que pôde, tomou as rédeas do seu destino. Casou por amor, com quem quis e enfrentou o preconceito ao tornar-se uma das primeiras mulheres a divorciar-se em Portugal, mal foi aprovada a lei, no início da Primeira República. Enquanto se restabelecia da tuberculose em França, foi apanhada pela Grande Guerra, mas, em vez de regressar à relativa segurança da sua pátria, dedicou-se a ajudar os soldados feridos, confortando-os e responsabilizando-se pela correspondência com as suas famílias. Com o tempo, tornou-se numa das distintas figuras nos círculos intelectuais de Portugal, valorizando o papel da mulher na sociedade.
Não tanto conhecido é o facto de ter colaborado na criação de um museu na Quinta das Cruzes, a antiga residência funchalense dos Freitas Lomelino, seus avós maternos, contribuindo com mobiliário e outras peças do espólio destes morgados, uma das mais antigas linhagens nobres da Madeira.
Há 100 anos, a Europa vivia tempos difíceis, marcados pela guerra, fome, pandemia, inflação, instabilidade política.
Foi, porém, na escrita que singrou. Desde muito jovem que acalentava o sonho de ser escritora, chegando mesmo a enviar contos para alguns jornais, nem sempre com o êxito que ambicionava.
Em adulta, sob o pseudónimo de Luzia (anagrama do seu nome), resolveu publicar OS QUE SE DIVERTEM, obra que a Imprensa Académica também viria a escolher para iniciar a coleção ILUSTRES (DES)CONHECIDOS. Este seu primeiro livro foi, desde logo, um sucesso, tornando Luzia numa das mais apreciadas autoras portuguesas do seu tempo.
Santa Cruz recebe A MENINA QUE DESAPRENDEU A SORRIR de Andreia Baptista e Teresa Vieira
Lançamento no dia 27 de abril, sábado, na 3.ª Feira do Livro de Santa Cruz, na Praia dos Reis Magos, pelas 16:00. Depois de LUNA! OUTRA VEZ NA LUA! e AI SE EU FOSSE ZEUS…, Andreia Baptista lança A MENINA QUE DESAPRENDEU A SORRIR.
Mais uma obra poética inédita no panorama literário madeirense
Luísa Sardinha lança inédito de poesia, editado pela CADMUS, que se será apresentado a 26 de maio, pelas 18:00, no Centro
A Luiza/ Luzia merece ser conhecida por todos como exemplo de perseverança, face aos obstáculos. Em VIDAS (DES)CONHECIDADAS: LUZIA temos a sua vida, contada a todas as idades, pelo ator e dramaturgo Xavier Miguel e pela artista visual e ilustradora Teresa Vieira.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com imagem da ilustração de Teresa Vieira.