Uma Jornada de Determinação e Liberdade Artística

O Sr. Asai reside em Nara com as suas três filhas: a mais velha, Chizuru, que regressou à casa da família após o falecimento do marido; a do meio, Ayako, em idade de casar, mas sem pressa de deixar o pai; e a mais nova, Setsuko, a mais vivaz das três irmãs, que sonha em mudar-se para a capital. Esta última é muito próxima de Shôji, o jovem cunhado de Chizuru que reside num templo próximo da família Asai. Um dia, ele recebe a visita de um velho amigo, Amamiya, que lhe fala sobre Ayako. Setsuko está convencida de que Shôji ainda nutre sentimentos pela sua irmã e fará de tudo para forçar o destino...

A Lua Ascendeu é um filme japonês realizado por Kinuyo Tanaka e lançado em 1955. Para além de dirigir, Tanaka também interpreta o papel principal no filme. Ela foi uma das atrizes mais aclamadas do Japão e tornou-se uma das poucas mulheres realizadoras da época.

O cinema de Vicente Jorge Silva

Desde tempos imemoriais que os temporais no Atlântico obrigam viajantes a parar numa calma ilha que, por essa razão, se chama Porto Santo. Perto da Madeira, é neste local que se cruzam os destinos de uma mulher e um homem.

A história do filme centra-se em Michiyo, uma talentosa cantora de ópera que luta para alcançar o sucesso num ambiente dominado por homens. Michiyo é uma mulher forte e determinada, mas enfrenta vários obstáculos ao longo da sua jornada. Ela é confrontada com a pressão da sociedade conservadora, que impõe expectativas restritivas às mulheres, e enfrenta dificuldades para conciliar a sua carreira e vida pessoal.

Kinuyo Tanaka foi uma renomada atriz e diretora japonesa, nascida em 29 de novembro de 1909, em Tóquio. Ela é amplamente reconhecida como uma das figuras mais proeminentes e talentosas da era de ouro do cinema japonês. Com uma carreira que abrangeu mais de seis décadas, Tanaka deixou um legado duradouro na indústria cinematográfica. Entre as maiores obras de Kinuyo Tanaka estão A Harpa da Birmânia (1956) e Crepúsculo em Tóquio (1957). Kinuyo Tanaka deixou uma marca indelével no cinema japonês, tanto como atriz talentosa quanto como pioneira na direção. A sua contribuição para a sétima arte é amplamente reconhecida e as suas obras continuam a ser apreciadas até aos dias de hoje.

O enredo aborda temas como amor, ambição, sacrifício e as restrições enfrentadas pelas mulheres na sociedade japonesa da época. Michiyo é retratada como uma mulher à frente do seu tempo, desafiando normas e lutando pela sua liberdade artística. O filme explora as suas lutas internas, os relacionamentos complicados e o seu desejo de encontrar a sua própria identidade como mulher e artista.

A Lua Ascendeu é elogiado pela sua narrativa envolvente, interpretações convincentes e a habilidade de realização de Kinuyo Tanaka. O filme aborda questões sociais relevantes e lança luz sobre as dificuldades enfrentadas pelas mulheres na busca pela autonomia e realização pessoal. É um drama emocionante e comovente que continua a ser apreciado como um marco no cinema japonês e na carreira de Kinuyo Tanaka.

O Screenings Funchal, em parceria com os Cinemas NOS e a ACADÉMICA DA MADEIRA, sugere a exibição do filme A Lua Ascendeu para sábado, 10 de junho. Os clientes NOS que possuem o cartão da empresa têm direito a dois bilhetes pelo preço de um. Caso o cliente deseje assistir sozinho, terá direito a um bilhete, além de um menu pequeno de pipocas e bebida como oferta. É uma excelente oportunidade para desfrutar de mais um grande momento de cinema proporcionado pelo Screenings Funchal.

Uma realidade até quando?

Mantas Kvedaravičius regressou à Ucrânia em 2022, mais precisamente a Mariupol, onde se encontra o epicentro da guerra, para estar junto das pessoas que conhecera e filmara em 2015. Kvedaravičius pretendia testemunhar, como cineasta, o que estava a acontecer em Mariupol, distante das imagens transmitidas pelos meios de comunicação social

Convidamo-lo a assistir a este filme com a nossa companhia. Até lá, dê uma vista de olhos no portal do Screenings Funchal e veja a antevisão que lhe deixamos.

António Roque
ET AL.
Com fotograma da película de Kinuyo Tanaka.