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Poética da violência

Poética da violência

Este artigo tem mais de 1 ano

O Alto Comissário da República e funcionário do governo francês no Tahiti é descrito como calculista e educado. Adota a perspetiva da população local em eventos oficiais e em estabelecimentos subterrâneos, reconhecendo que a raiva pode surgir a qualquer momento. Enquanto isso, há um rumor constante de que um submarino fantasmagórico foi avistado, sugerindo que os testes nucleares franceses podem ser retomados.

Pacifiction (2022) representa uma mudança significativa e surpreendente em vários aspetos do trabalho de Albert Serra. Diferentemente das suas produções anteriores, este é um filme contemporâneo, não ambientado em uma época passada.

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Associar-se a um projeto fora do prazo. Julgar estar destinado a acabar onde começou. Pensar que universo não é feito para si. Sentir-se deslocado do restante mundo. O que acontece

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O roteiro é original, em vez de ser uma adaptação literária, e conta, como protagonista, com Benoît Magimel, ator francês de renome, vencedor do prêmio César recentemente. A narrativa é mais clássica do que no seus filmes anteriores, alternando entre a crónica e o thriller político. Por fim, mas não menos importante, a trama se desenrola na ilha de Tahiti.

Albert Serra, nascido em Banyoles em 1975, é um artista e diretor catalão. Estudou filosofia e literatura, escreveu peças de teatro e produziu diferentes trabalhos em vídeo. Ganhou um reconhecimento internacional com o seu primeiro longa-metragem, Honor of the Knights (2006), uma adaptação livre de Don Quijote. Liberté (2019) é a recriação cinematográfica da sua peça do Volksbühne Berlim de 2018 com o mesmo nome.

“Profundo e cármico” – El Mundo

O filme apresenta uma narrativa clássica, mas com uma reviravolta surpreendente. Enquanto o enredo misterioso se desenrola, os espetadores são transportados para um mundo de intriga, mistério e tensão política. Com tudo isso, Pacifiction promete ser um filme emocionante e imperdível para os fãs de cinema em todo o mundo.

Pacifiction é a sugestão do Screenings Funchal, numa parceria com os Cinemas NOS e a ACADÉMICA DA MADEIRA, para sexta e sábado, 7 e 8 de abril. O cliente NOS, portador do seu cartão, tem direito a dois bilhetes pelo preço de um. Se for sozinho, além do bilhete, tem a oferta de um menu pequeno de pipocas e bebida. Vamos aproveitar estas vantagens com mais um momento de grande cinema que o Screenings Funchal proporciona.

Uma busca pelo conhecimento e pelo amor

Não há ciência, nem progresso no conhecimento, sem amor, sem paixão, sem identificação, mesmo quando se trata de um tema aparentemente desprovido de vida, como a evolução de uma vertente ou a génese de um aguaceiro. Pode-se, talvez, aplicar rotineiramente uma técnica com pura objectividade, não se pode com certeza, descobrir algo de novo sem que o investigador se implique por completo no tema que tenta elucidar.

Convidamos a assistir este trama com a nossa companhia. Até lá, confira o que lhe contamos no portal do Screenings Funchal e deixe-se ficar com a antevisão.

António Roque
ET AL.
Com fotograma da película de Albert Serra.

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