A 6 de maio de 1570 foram abertas as aulas no antigo colégio da Companhia de Jesus, no Funchal. Anos depois, no quarteirão que, na atualidade, fica entre a rua dos Ferreiros e a rua do Castanheiro, começou a construção dos edifícios utilizados, a partir de 1988, pela Universidade da Madeira. Anteriormente, a 20 de agosto de 1569, o rei D. Sebastião mandara fundar o Colégio dos Jesuítas do Funchal, na sequência da concordância que a província portuguesa da ordem recebeu do Geral da Companhia, Francisco Borja. O colégio, como era exigido pela congregação, recebia uma dotação régia para o seu funcionamento adequado.
Pré-História da UMa
25 Anos da Universidade da Madeira Apesar de continuar a ser “a mais jovem universidade pública portuguesa”, a Universidade da Madeira, com os seus 25 anos, merece, mesmo assim, que
Percurso académico
Quando me lançaram o desafio de escrever esta crónica, e de falar sobre o meu percurso académico ao longo dos últimos
A Universidade da Madeira celebra o seu 35.º aniversário este ano. Apesar da sua criação ter acontecido por diploma a 13 de setembro de 1988, os Estatutos da Instituição estabelecem o Dia da Universidade, a 6 de maio, assinalando o começo das aulas no século XVI.
Essa efeméride tem especial importância na Academia pelo árduo percurso pela manutenção do Ensino Superior na Madeira, apesar dos problemas trazidos pela insularidade e pela ultraperiferia, sem desconsiderar o problema crónico do financiamento. Se a dotação seiscentista atribuída pelo monarca visava assegurar o normal funcionamento do colégio jesuíta, a universidade moderna enfrenta uma situação orçamental que tem impacto em vários quadrantes da vida universitária.
“O colégio (…) recebia uma dotação régia para o seu funcionamento”
Regressando à génese da intenção contemporânea de fundar um estabelecimento de ensino superior, em 1976, o Conselho da Revolução atribuiu o estatuto da Autonomia ao arquipélago da Madeira. A tentativa de estabelecimento desse Instituto, que se mostrou falhada por nunca se ter concretizado, reforçou que a criação de uma Universidade era a solução adequada para responder às necessidades da região.
O governo liderado por Aníbal Cavaco Silva constatou, nos anos 80, que os centros de apoio ou as extensões de universidades continentais a funcionar na Madeira não resolviam os problemas na formação dos seus quadros, em especial na área do ensino.
A 13 de setembro, o decreto-lei 319-A/88 criava a Universidade da Madeira. Em dezembro de 88, criou-se a primeira Comissão Instaladora, com Raul Albuquerque Sardinha, professor catedrático da Técnica de Lisboa, a presidi-la.
“a criação de uma Universidade era a solução adequada”
Em 2023, a Universidade da Madeira não é uma segunda opção para quem não consegue estudar no continente. É a primeira escolha, anualmente, de centenas de estudantes. Por reconhecer a qualidade dos serviços prestados pela Universidade, devemos lutar para que possa ter condições adequadas à afirmação da sua missão em prol da sua região e do seu país. Os problemas relacionados com o abandono, a desistência, a saúde mental, a igualdade de género, a proteção das minorias, a integração social, o combate ao assédio e à violência são desafios que não se resolvem apenas com mais financiamento, mas que podem ser mitigados por uma política orçamental adequada.
Parte da solução, a majoração do financiamento, foi chumbada em janeiro, na Assembleia da República, através dos votos contra do Partido Socialista. Continuamos, em 2023, sem conseguir que a Universidade possa alcançar as condições necessárias para que a sua missão seja cumprida na plenitude.
O ETUMa está aí a chegar. E com novidades!
Depois do início das aulas em Setembro e após o término das praxes na UMa, rapidamente chegamos ao Natal. Mas antes desta última festividade há que marcar bem no calendário,
As Actividades da AAUMa
A Associação Académica da Universidade da Madeira (AAUMa) nasceu em 1991 com o intuito de responder às necessidades dos estudantes, sendo
Em mais de quatrocentos anos, o Colégio dos Jesuítas passou por seminário, por uma ocupação britânica, pelos batalhões do exército português e pelas escolas dos anos 70 e 80. O reconhecimento do papel que a educação tem na nossa sociedade foi crescendo, especialmente a partir do século XIX. É necessário que no futuro todos possam, além de reconhecer, construir e concretizar a missão da nossa Instituição por já não ser possível termos um arquipélago sem a sua Universidade. Se todos sabem disso, nem todos têm trabalhado para isso.
Ricardo Freitas Bonifácio
Presidente da Direção da ACADÉMICA DA MADEIRA
Com fotografia de Salvador Freitas.