32.232 estudantes do ensino superior receberam bolsa de estudo em setembro, mais de um terço dos alunos que se espera que venham a beneficiar deste apoio durante o ano letivo 2023-2024.
Menos de 18% dos estudantes têm as bolsas como principal fonte de rendimento
Especialistas alertam para os critérios desatualizados de atribuição de bolsas de estudo, defendendo uma revisão urgente para garantir maior equidade e apoio aos estudantes do ensino superior em Portugal.
Estão abertas as candidaturas para a bolsa municipal da Ponta do Sol
Até ao dia 31 de outubro, estão abertas as candidaturas à Bolsa de Estudo para estudantes residentes no concelho da Ponta
No ano letivo passado, por esta altura apenas 12.716 alunos estavam a receber bolsa de estudo. A diferença é ainda maior face aos anos letivos 2021-2022 e 2020-2021, quando o número de bolsas pagas no fim de setembro era, respetivamente, de 4751 e 437.
Desde o início da legislatura, o Governo já implementou diversas medidas de reforço de apoios sociais. Para além do alargamento do universo de estudantes bolseiros e do aumento dos montantes das respetivas bolsas e complementos, um dos eixos centrais das alterações foi a aceleração do processo de decisão de modo a dar mais cedo garantias aos estudantes que têm condições financeiras adequadas para frequentar o ensino superior.
Este ano, a bolsa de estudo foi atribuída automaticamente a todos os estudantes que beneficiam de abono de família até ao 3.º escalão (o ano passado a atribuição foi feita apenas aos beneficiários do 1.º), e as decisões sobre bolsas de estudo foram antecipadas para a fase de colocação, tendo sido notificadas no mesmo dia da divulgação dos resultados da colocação.
Estudantes carenciados devem receber bolsa no 1.º ano mesmo sem a pedir
Investigadores propõem que os alunos abrangidos pela ação social escolar no secundário recebam a bolsa automaticamente no 1.º ano do ensino superior, eliminando pedidos e burocracia.

Mais de 20% dos estudantes de cursos profissionais não terminam o curso
Cerca de 22 mil jovens deixaram de estudar ao concluir o curso profissional em 2022, segundo dados da DGEEC. Apenas seis
A evolução do número de bolseiros deriva da aceleração do processo de análise, mas também da evolução do limiar de elegibilidade de 9.484, 27 € de rendimento per capita anuais para 11.049,89 € (correspondente a 23 IAS). Esta foi a segunda vez consecutiva que o limiar de elegibilidade subiu, o que conduziu a um acréscimo de bolsas de estudo e de requerimentos.
O prazo para as candidaturas a bolsas de estudo terminou no dia 30 de setembro. No entanto, pode ainda candidatar-se:
– Se a inscrição ocorreu depois de 30 de setembro, nos 20 dias úteis seguintes;
– Nos 20 dias úteis que se seguirem à emissão de comprovativo de início de estágio por parte da entidade que o faculta, no caso de licenciados ou mestres que estejam a realizar estágio profissional.
Candidaturas às Bolsas Gulbenkian Mérito abertas até ao final de outubro
Durante o mês de outubro, “jovens de elevado potencial que se candidatam ao primeiro ano do ensino superior e que apresentam escassos recursos económicos” podem candidatar-se a uma das 500 Bolsas Gulbenkian Mérito.
Qvo vadis?
O DIÁRIO DE NOTÍCIAS da Madeira recebe um espaço de opinião com o painel do PEÇO A PALAVRA, uma produção da
Fora destes prazos, pode ainda submeter a candidatura até 31 de maio de 2024, sendo que, nesse caso, o valor da bolsa de estudo a atribuir é proporcional ao valor calculado para um ano, em função da data do requerimento.
Texto do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
Com fotografia de Will Porada.
