A Fundação Calouste Gulbenkian anunciou a abertura das candidaturas ao programa Bolsas Gulbenkian Novos Talentos em Investigação, dirigido aos melhores estudantes do ensino superior em Portugal. O programa destina-se a alunos de licenciatura e mestrado, com médias iguais ou superiores a 16,5 valores, sendo as candidaturas aceites até às 15.00 do dia 30 de setembro.
O objetivo deste programa é identificar e apoiar talentos excecionais, promovendo a iniciação à investigação científica em áreas como biologia, física, matemática e química, bem como nos domínios das humanidades, das artes e das ciências sociais. Segundo a Fundação, o programa pretende “apoiar uma centena de estudantes” o ensino superior em Portugal.
As bolsas Gulbenkian têm um valor base de 1.000 euros e podem atingir até 3.500 euros, dependendo da componente de apoio à investigação e das necessidades específicas de cada estudante. Para além do apoio financeiro, os bolseiros participam num programa de enriquecimento que inclui tutoria especializada e acompanhamento científico, realizado por professores de mérito reconhecido, com o intuito de promover um contacto direto com o mundo da investigação e o desenvolvimento de competências académicas e científicas. O programa oferece ainda uma experiência única através de retiros científicos, nos quais os bolseiros têm a oportunidade de participar em atividades científicas, culturais e sociais no ambiente especial da Fundação Gulbenkian.
Despesa em ciência aumenta em 2021 atingindo máximo histórico de 3609 milhões de euros
A publicação dos resultados definitivos do Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional de 2021 (IPCTN Resultados Definitivos 2021) revela que a despesa total em Investigação e Desenvolvimento (I&D) em Portugal atingiu um novo máximo histórico de 3609 milhões de euros em 2021.
Candidaturas ao ensino superior recuam face a 2024
Nos primeiros cinco dias do concurso nacional de acesso ao ensino superior, candidataram-se quase 29 mil estudantes, uma queda superior a
Para se candidatarem, os alunos devem estar inscritos, no ano letivo de 2024-2025, no 2.º, 3.º ou 4.º ano de licenciatura ou mestrado integrado, ou no 1.º ano de mestrado, numa instituição de ensino superior em Portugal. Um dos principais requisitos de elegibilidade é que a média das classificações obtidas até ao momento da candidatura seja igual ou superior a 17 valores, superior à média mínima de candidatura de 16,5 valores exigida em anos anteriores.
O valor da bolsa é calculado com base em três componentes principais: 1.000 € de apoio para o prosseguimento dos estudos e incentivo à investigação; 1.500 € para atividades de desenvolvimento de talento, como cursos de formação avançada, participação em conferências e escolas de verão, estágios, cursos de línguas, ou aquisição de material de laboratório, entre outras, mediante validação da Comissão Científica; 1.000 € de apoio social complementar para candidatos provenientes de agregados familiares com rendimentos anuais per capita até 12.000 €. Para obter este apoio, os candidatos devem comprovar a candidatura à bolsa de ação social da Direção-Geral do Ensino Superior (DGES) para o ano letivo de 2023-2024.
Governo defende que as novas regras melhoram o processo de atribuição de bolsas
As medidas anunciadas no verão pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino superior, para ação social escolar, aceleraram o processo de atribuição de apoios aos estudantes mais carenciados.

“Chegamos a 2023 e para a UMa não houve qualquer acordo ou transferência”
Dinis Ramos, deputado da Assembleia da República, defende que “as universidades insulares sejam respeitadas, como todas as outras, e se
A candidatura deve ser feita no portal da Gulbenkian, onde se pode consultar o regulamento e os esclarecimentos às perguntas frequentes sobre o programa. A Fundação recomenda que os candidatos evitem submeter a candidatura nos últimos dias do prazo, de forma a prevenir potenciais dificuldades técnicas ou atrasos.
Este programa, que se diferencia por oferecer mais do que apenas apoio financeiro, visa estimular a excelência académica e incentivar a investigação científica em jovens promissores, preparando-os para se destacarem nas suas áreas de estudo e contribuírem para o avanço do conhecimento em Portugal.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Ruben Marques.