Procurar
Close this search box.
Procurar
Close this search box.

Universidade, inovação e oportunidades

Universidade, inovação e oportunidades

Uma conversa sobre como o ensino superior, a inovação e o apoio complementar de instituições privadas, como a Fundação Santander Portugal, podem transformar percursos académicos e criar oportunidades reais em Portugal e na Madeira.
No painel, Ricardo Freitas Bonifácio e Gonçalo Nuno Martins, com Inês Crespo e Joana Miguel Braamcamp, num episódio dedicado ao impacto da Fundação Santander Portugal na educação e nas oportunidades em Portugal e na Madeira. Emissão a 28 de janeiro de 2026, na TSF Madeira.

A emissão do Peço a Palavra desta semana, na antena da TSF Madeira, centra se no trabalho da Fundação Santander Portugal e na forma como a sua missão se traduz em oportunidades concretas para estudantes, docentes e comunidades espalhadas pelo país. Falamos de educação ao longo da vida, de capacitação e de mobilidade social, com uma atenção especial ao que significa reforçar o acesso a recursos e programas num território ultraperiférico como a Madeira, onde cada porta aberta tem um peso acrescido no percurso de quem estuda.

Este episódio reúne duas perspetivas complementares. Por um lado, a visão institucional de Inês Rocha de Gouveia, Presidente da Comissão Executiva da Fundação Santander Portugal, que enquadra prioridades, escolhas e metas. Por outro, o olhar de Joana Miguel Braamcamp, ligada à estratégia e aos dados, que ajuda a perceber como se mede impacto, o que contam os indicadores e de que modo números e histórias se cruzam quando o objetivo é criar mudança com consistência.

Com condução de Gonçalo Nuno Martins, Ricardo Freitas Bonifácio e Luís Eduardo Nicolau a conversa aproxima se da realidade da Universidade da Madeira, explorando como esta colaboração pode reforçar trajetórias académicas, estimular competências e aproximar os estudantes de novas possibilidades de formação e de empregabilidade. Ao longo do programa, o painel procurou responder a uma pergunta simples e prática. Quando o investimento é bem desenhado, onde é que ele se sente primeiro, no quotidiano de quem aprende, nas instituições que formam, ou nas oportunidades que ficam ao alcance depois do diploma.

Em Portugal, o ensino superior continua a ser um dos motores da formação qualificada nacional. Em 2024, 43,2% dos jovens entre os 25 e os 34 anos já tinham concluído formação superior e, no ano letivo de 2024-2025, estavam inscritos cerca de 456 mil estudantes, números que ajudam a perceber como a universidade se tornou um motor de qualificação e de oportunidades. Ainda assim, para muitos, o percurso continua condicionado por custos e desigualdades de partida, e é aqui que o apoio de instituições privadas pode ser decisivo, seja através de bolsas e programas de apoio financeiro pontual, seja através de iniciativas de formação e empregabilidade que complementam o esforço público e dão mais margem para o estudante permanecer, progredir e concluir o curso com estabilidade.

Ao longo do episódio, entraram em destaque números que ilustram esta lógica de impacto. Em 2024, a Fundação Santander Portugal investiu 7,8 milhões de euros e apoiou mais de 153 mil pessoas, num percurso de três anos que soma 21,4 milhões de euros e mais de 300 mil beneficiários. O painel discutiu exemplos concretos, como a literacia financeira nas escolas, com 378 oficinas e 2.017 estudantes no Contas à Vista, e de iniciativas de inclusão e empregabilidade, com resultados como 81 integrações no mercado de trabalho e centenas de empresas sensibilizadas, além do reforço do acesso a formação através da Santander Open Academy, já com mais de 300 mil pessoas registadas.

A inovação que sai das universidades tem um efeito direto na vida quotidiana, “porque transforma conhecimento em soluções, novas empresas, melhores cuidados de saúde e mais produtividade”, conforme refere Ricardo Freitas Bonifácio. Em Portugal, a despesa nacional em investigação e desenvolvimento atingiu 4.541 milhões de euros em 2023, o equivalente a 1,70% do PIB, com o ensino superior a representar 30% dessa execução, um sinal claro do peso das universidades no ecossistema científico. Para o líder estudantil, “quando essa investigação se aproxima do tecido económico, os resultados tornam-se visíveis”. Em 2024, Portugal registou 347 pedidos de patentes europeias, um recorde histórico, e entre os principais requerentes surgem universidades e centros de investigação, além de setores ligados à saúde e à tecnologia. “Este é, no fundo, o circuito virtuoso que interessa proteger, com universidades fortes, colaboração com empresas, mais inovação, e um impacto social que se mede em serviços melhores, emprego qualificado e maior capacidade do país para responder a desafios reais”.

O futsal e a oportunidade do desporto universitário

O PEÇO A PALAVRA dedica um episódio ao futsal do CDAM para refletir sobre o potencial do desporto universitário, a conciliação entre estudo e competição e os desafios de construir um novo projeto desportivo na Madeira.

Em Portugal, a educação não formal e a aprendizagem informal têm um peso muito expressivo no modo como os adultos continuam a adquirir competências. Em 2022, 39,4% da população entre os 18 e os 69 anos participou em educação não formal e 70,4% esteve envolvida em atividades de aprendizagem informal, muitas vezes ligadas ao trabalho e à vida quotidiana. No plano europeu, o retrato confirma a mesma tendência. No conjunto da UE, 47% dos adultos (25 a 64 anos) participaram em educação e formação no último ano e 64,2% referiram ter feito aprendizagem informal, o que mostra que a atualização de conhecimentos acontece, em grande medida, fora dos percursos formais e com impacto direto na empregabilidade, na literacia e na participação cívica.

Ricardo Freitas Bonifácio refere que “num país com quase meio milhão de estudantes no ensino superior, a permanência e o sucesso académico dependem cada vez mais de um ecossistema de apoio que complemente o esforço público, sobretudo quando os custos de estudar continuam a pesar nas famílias”. É neste contexto, defende, que “o contributo de instituições privadas ganha relevância, não apenas em bolsas, mas também em programas que reforçam competências e empregabilidade”.

O painel discutiu o novo programa Horizontes da Educação 2050, que se apresenta “como uma convocatória para pensar, com seriedade e imaginação, o futuro da educação em Portugal, recusando leituras simplistas e apostando numa construção coletiva com diferentes atores”. O projeto assume uma metodologia de foresight estratégico, design especulativo, storytelling e inteligência coletiva, organizada num percurso com etapas de deep dive, cenários, visão de futuro, narrativas e manifesto, e inclui um roteiro de trabalho que vai do lançamento e co-construção de um radar estratégico até à apresentação pública e experiências imersivas.

Para Ricardo Freitas Bonifácio, “em Portugal, este tipo de exercício de futuro faz ainda mais sentido quando olhamos para alguns sinais estruturais”. Em 2024, apesar de todos os avanços, a percentagem de diplomados do ensino superior entre os 25 e os 34 anos situou se nos 43,2%, abaixo da média da UE (44,1%) e ainda aquém da meta de pelo menos 45% até 2030. Para o líder estudantil “é precisamente neste intervalo, entre o que já foi conquistado e o que falta consolidar, que iniciativas como o Horizontes da Educação 2050 ganham relevância, ao ajudar a antecipar necessidades, ajustar prioridades e pensar soluções com tempo, antes de os problemas se tornarem urgências”.

Santander oferece curso em Excel

A Santander Open Academy está a oferecer, em regime remoto gratuito, o curso “Excel – do básico ao intermediário”, com inscrições abertas até 31 de dezembro.

A emissão mostrou como a educação, nas suas formas mais formais e também nas aprendizagens que acontecem fora da sala de aula, “continua a ser um dos caminhos mais consistentes para qualificar o país, reduzir desigualdades e preparar a sociedade para um futuro mais exigente”. Entre o poder das universidades enquanto motores de inovação, a importância de pensar estrategicamente o horizonte educativo e o papel complementar de instituições privadas na criação de oportunidades, fica uma ideia simples, que foi destacada pelo painel. “Quando o investimento é inteligente e medido com rigor, ele traduz-se em percursos mais estáveis, competências mais sólidas e escolhas mais livres para quem aprende, em Portugal e na Madeira”, rematou Gonçalo Nuno Martins”.

O Peço a Palavra é um espaço em que o Ensino Superior, a Ciência e a Tecnologia estão em debate, porque os estudantes pediram a palavra. O seu nome tem origem na intervenção que tornou célebre o jovem líder estudantil em Coimbra Alberto Martins e espoletou a Crise Académica de 69. Trata-se de uma produção da TSF Madeira 100FM com a Académica da Madeira, transmitida em direto, quinzenalmente às quartas-feiras, às 16:00, e disponível em podcast, nas principais plataformas do mercado. Na antena da rádio, o programa é repetido na quarta-feira seguinte.

Luís Eduardo Nicolau
Com Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Francisco Sombreireiro.

Palavras-chave