Sete associações representativas de imigrantes brasileiros reuniram-se na Embaixada do Brasil em Lisboa para apresentar queixas e organizar uma agenda de diálogo com o Governo português, segundo o PÚBLICO. Em foco estiveram os atrasos na Agência para a Integração, Migrações e Asilo, os entraves no reconhecimento de diplomas e os relatos de discriminação, com o objetivo de criar um canal permanente entre estas organizações e a representação diplomática.
O jornal refere que os testemunhos recolhidos descrevem dificuldades acrescidas no acesso a documentos e serviços, com situações em que cidadãos ficam temporariamente indocumentados por falhas do sistema. Além disso, apontada a perceção de uma crescente criminalização da imigração, com impacto na integração social e no acesso a direitos básicos.
A vida difícil dos estudantes internacionais
Na emissão em direto do PEÇO A PALAVRA, as acentuadas desigualdades que os estudantes internacionais enfrentam são o tema deste programa.
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No plano académico e profissional, o PÚBLICO refere que docentes e técnicos formados no Brasil continuam a enfrentar barreiras mesmo após obterem equivalências, devido a exigências adicionais que condicionam o exercício da profissão. Foram também assinalados obstáculos no mercado de arrendamento e precariedade laboral, afetando a estabilidade de quem procura prosseguir estudos ou carreira em Portugal.
Segundo o PÚBLICO, a Embaixada do Brasil assegurou acompanhamento próximo junto das autoridades portuguesas e a continuidade destas rondas de diálogo. A mensagem é a de que os processos devem respeitar os direitos dos imigrantes e que a cooperação institucional se manterá ativa para mitigar atrasos, clarificar procedimentos e reduzir assimetrias no tratamento dos cidadãos.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Fer Troulik.