A Universidade da Madeira (UMa) deverá ser a décima terceira instituição de ensino superior, em Portugal, a ter uma licenciatura em Engenharia Biomédica, o novo curso que pretende combinar conhecimentos de engenharia e medicina para criar soluções inovadoras no setor da saúde, um dos que apresenta maior investimento na Europa. O curso abrange áreas como a imagiologia médica, os dispositivos biomédicos, os biomateriais e os sistemas de gestão de saúde, preparando os estudantes para enfrentar desafios tecnológicos e científicos na medicina.
Faltando poucos meses para o Concurso Nacional de Acesso, a universidade madeirense começou a divulgar as novidades para o ano letivo 2025-2026. Os jovens procuram oportunidades de trabalho melhor remuneradas, dentro e fora do país, e o novo curso poderá aumentar as hipóteses de um emprego em Portugal. No fim de semana, o semanário Expresso noticiava um estudo da Federação Académica do Porto, indicando que “73% dos estudantes universitários inquiridos dão por certo ou ponderam seriamente sair do país após a conclusão do curso”. Dados do INQUÉRITO ANUAL AOS FINALISTAS DA UNIVERSIDADE DA MADEIRA, promovido pelo OBSERVATÓRIO DA VIDA ESTUDANTIL, uma estrutura de investigação da ACADÉMICA DA MADEIRA, indicam que a empregabilidade, a independência financeira e a habitação estão no topo das preocupações dos estudantes finalistas inquiridos na UMa.
Com um plano de estudos multidisciplinar, os estudantes terão formação em áreas como a imagem médica, a instrumentação, a eletrónica, a radiação médica, os biodispositivos, o processamento de sinais e a informática. O curso pretende dotar os estudantes de competências técnicas e científicas fundamentais para a inovação e melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
Novas regras da ação social no superior prometem mais apoio
O novo modelo de ação social para o ensino superior introduz uma bolsa inicial de 1045 euros e um cálculo progressivo baseado no custo real de estudar, mas suscita dúvidas sobre desigualdades territoriais.
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A 3.ª fase do CNA fechou com 1382 colocados e uma taxa global de ocupação de 81,9 por cento, totalizando 45
A União Europeia (UE) tem investido significativamente em investigação e inovação em saúde, com o objetivo de encontrar novas formas de manter as pessoas saudáveis, prevenir doenças, desenvolver melhores diagnósticos e terapias mais eficazes, além de adotar tecnologias de saúde inovadoras, como as digitais. Os dados indicam que o grupo dos 27 investiu 4,4 mil milhões de euros no programa UE pela Saúde (2021-2027), destinou 366,67 milhões de euros ao Espaço Europeu de Investigação para a Saúde e registou um aumento de 9,8% no investimento industrial em I&D, com forte ênfase na inovação em saúde.
Ao longo do curso de Engenharia Biomédica na UMa, os estudantes terão acesso a laboratórios especializados, projetos em grupo e atividades de investigação, contando com a orientação de especialistas em engenharia, medicina e tecnologia. Estas experiências práticas são essenciais para consolidar os conhecimentos adquiridos e preparar os futuros engenheiros biomédicos para o mercado de trabalho.
De acordo com o U.S. Bureau of Labor Statistics, o emprego para bioengenheiros e engenheiros biomédicos, nos Estados Unidos, deverá crescer 7% entre 2023 e 2033, a um ritmo superior à média de todas as profissões. Em maio de 2023, o salário médio anual para estes profissionais era de 100.730 dólares.
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A NOVA Information Management School (NOVA IMS) tornou-se pioneira mundial ao incorporar o Microsoft Fabric, permitindo a introdução de inteligência artificial nos currículos e projetos de pesquisa.
Nota máxima… a que preço?
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A licenciatura tem uma duração de três anos, organizados em seis semestres, e oferece 22 vagas na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso 2025-2026. As provas de ingresso exigidas são Matemática A e Física e Química, sendo a nota de candidatura calculada com base em 50% da média do ensino secundário e 50% das provas de ingresso.
Os diplomados poderão atuar em áreas como indústria, hospitais, agências reguladoras da saúde e investigação científica. As saídas profissionais incluem o desenvolvimento de equipamentos médicos, consultoria, liderança e gestão, além de docência e formação profissional. O curso destina-se a estudantes que procuram uma formação tecnológica avançada, adaptada às exigências de um mercado de trabalho em constante evolução.
Será o sexto curso de engenharia que a UMa terá um funcionamento na sua Faculdade de Ciências Exatas e da Engenharia, considerando a nova licenciatura em Engenharia Física e Computacional, que também abrirá vagas no próximo ano letivo. A licenciatura em Engenharia de Computadores, criada há poucos anos, mantém-se em funcionamento, mas não deverá abrir vagas.
Luís Eduardo Nicolau
Com Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Toon Lambrechts.