Na semana que milhares de estudantes realizam Prova Nacional de Acesso (PNA), a ET AL. tem um conjunto de artigos sobre Medicina em Portugal. Na passada sexta-feira, dezenas de estudantes de Medicina da Universidade da Madeira estiveram no arranque do programa DIÁLOGOS, tendo a oportunidade de contatar com antigos estudantes, como o médico João Pedro Vieira. Um dos assuntos de destaque foi, como era esperado, a PNA.
No último fim de semana, o semanário Expresso publicou uma notícia sobre a prova, relatando os problemas que os candidatos enfrentam na fase de preparação e execução do exame. A antiga Prova Nacional de Seriação (PNS), em vigor durante várias décadas, era amplamente conhecida entre os estudantes e profissionais de Medicina como o “Exame Harrison”, devido à sua forte dependência do conteúdo do manual médico Harrison’s Principles of Internal Medicine. Segundo os críticos, a designação antiga destacava a perceção de que a PNS tinha um foco significativo em temas abordados neste manual, levando a críticas de que a prova avaliava mais a capacidade de memorização de um único recurso do que competências clínicas práticas e abrangentes. A transição para a PNA procurou mitigar estes problemas, ampliando o foco e diversificando as referências utilizadas.
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A 27 de novembro, dezenas de candidatos irão realizar a PNA numa unidade hoteleira do Funchal. A prova é considerada uma etapa decisiva na carreira médica em Portugal, avaliando os conhecimentos adquiridos pelos médicos recém-licenciados e ordenando os candidatos para a escolha de especialidades médicas no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Este exame, realizado anualmente, inclui questões teóricas sobre diversas áreas da prática clínica, como a medicina interna, a pediatria, e a cirurgia, pretendendo garantir que os profissionais selecionados estejam devidamente preparados para os desafios da formação especializada. A classificação obtida na prova é determinante, pois define a prioridade de escolha entre as vagas disponíveis nas várias especialidades médicas.
Apesar de ser essencial para a organização do sistema de formação médica, a PNA tem gerado debates intensos. Além disso, a discrepância entre o número de vagas disponibilizadas nas várias especialidades e o crescente número de candidatos é outro ponto que tem sido alvo de debate. Muitos médicos recém-formados enfrentam dificuldades em garantir uma colocação na especialidade pretendida, levando a dúvidas sobre a capacidade do SNS em absorver novos profissionais. Reformas no formato da prova e na previsão das vagas têm sido discutidas, com o objetivo de ajustar este processo às necessidades de saúde pública e aos anseios da classe médica.
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Não existe nota mínima ou reprovações no exame, cuja nota total é de 150 pontos. A nota de candidatura à formação de especialidade tem uma ponderação de 80% da PNA, com os 20% remanescentes correspondentes à média obtida no curso de Medicina. Os candidatos que têm as notas mais altas “podem escolher primeiro, e sem constrangimento, a especialidade e o hospital” onde pretendem realizar o seu internato, explica o Expresso. Especialidades como a Neurocirurgia, a Oftalmologia e a Dermatologia tendem a exigir classificações mais elevadas devido à alta procura e ao número limitado de vagas. Um aspeto que também aumenta a pressão, destacado pela estudante Rita Gutiérrez no artigo do semanário, é o facto das notas obtidas serem públicas, aumentando a “pressão de pares e, consequentemente, a ansiedade em torno da prova”.
Luís Eduardo Nicolau
Com Carlos Diogo Pereira.
ET AL.
Com fotografia de Jonathan Borba.