Inquérito às Dificuldades dos Estudantes

Com o objectivo de garantir a defesa dos interesses e necessidades dos alunos da nossa Academia, a ACADÉMICA DA MADEIRA implementou, novamente, o Inquérito às Dificuldades dos Estudantes da UMa, dando assim continuidade ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, desde 2012.

Bolsas de Estudo
Ano após ano, as estatísticas da Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES) têm demonstrado que a Universidade da Madeira possui uma das mais elevadas taxas de alunos bolseiros em todo o País. 2018-2019 manteve a tendência, com 40% dos alunos a beneficiar de Acção Social Directa.

Mais surpreendente será a percentagem de alunos bolseiros contemplados com o valor mínimo da Bolsa de Estudo, que, de acordo com os dados recolhidos, ascende aos 57%, bastante superior à média nacional que se cifra nos 40%.

Este é um indicador preocupante pois significa que 57% dos alunos beneficiários de Acção Social Directa vive em agregados com rendimentos anuais iguais ou inferiores a 4717.90 €, muito abaixo do valor anual do Limiar de Risco de Pobreza (actualmente definido como 5607.00 €).

Outros apoios à frequência
do Ensino Superio
r
Uma das questões inéditas na edição de 2019 do Inquérito às Dificuldades tinha como objectivo saber se os inquiridos se candidataram a mais algum apoio além da Bolsa de Estudo da DGES.

Como apresentado na figura 2, 61% dos inquiridos procuram, de forma activa, outros apoios financeiros para a frequência do Ensino Superior, o que é um reflexo da situação económica desfavorável da maioria dos estudantes da Universidade da Madeira.

Com 9 dos 11 municípios da Região Autónoma da Madeira a disponibilizarem bolsa de estudo para os seus residentes, é normal que seja este o tipo de apoios complementar mais procurado pelos inquiridos.

Transportes Públicos
Desde 2016-2017 que uma das perguntas do inquérito tem como intuito saber qual é o meio de transporte preferencial dos estudantes da UMa. A entrada em vigor do Passe Sub-23, em Maio de 2018, foi muito importante para a comunidade estudantil da UMa, como apresentado na figura 3.

O facto de 87% dos utilizadores de transporte público indicar que beneficia do Passe Sub-23 é comprovativo do quão importante foi a implementação desta medida.

Dificuldades Económicas
Novamente, os inquiridos foram questionados se sentiram dificuldades económicas no corrente ano lectivo. As respostas obtidas indicam que 41% dos bolseiros e 30% dos não bolseiros admitem ter experimentado constrangimentos de ordem financeira em 2018-2019, o que é uma melhoria face aos anos anteriores.

Pese a evolução positiva, retratada na figura 4, é preocupante que 4 em cada 10 alunos bolseiros continuem a assumir dificuldades económicas, mesmo com a:

· Entrada em vigor do Passe Sub-23 e de novas tarifas de transporte público;
· Existência de vários apoios e bolsas complementares;
· Implementação de um serviço autónomo de cópias, impressões e digitalizações a preços mais vantajosos;
· Reposição do salário dos trabalhadores da administração pública.
Esta situação demonstra a importância da existência de um órgão que acompanhe todo o percurso académico, de forma a identificar os casos mais complicados e agir em conformidade de forma célere e eficaz.

É com esse objectivo que nasce, assim, o Observatório da Vida Estudantil dos alunos da UMa (OVE-UMa), que terá como missão desenvolver actividades que permitam conhecer o contexto sócio-demográfico dos estudantes da nossa Academia e dinamizar esforços no sentido de prevenir a possibilidade de abandono e/ou desistência, consequentemente maximizando o sucesso académico.

Ricardo Martins
ACADÉMICA DA MADEIRA

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