A 23 de outubro de 2024, centenas de investigadores reuniram-se em Lisboa para protestar contra a precariedade laboral que persiste no setor da ciência em Portugal. Organizado por sindicatos e associações de investigadores, o protesto decorreu frente ao Ministério que tutela o Ensino Superior onde os manifestantes exigiram melhores condições de trabalho, estabilidade profissional e contratos justos.
Os investigadores, muitos dos quais com contratos a prazo ou com bolsas de investigação, denunciaram que a precariedade continua a ser a norma em universidades e centros de investigação, afetando negativamente não apenas a vida dos profissionais, mas também a qualidade da investigação realizada no país. Um dos manifestantes afirmou que “a falta de segurança laboral limita a continuidade e o desenvolvimento de projetos científicos cruciais para o progresso de Portugal.”
Atrasos nas bolsas de doutoramento geram protestos
Os sucessivos atrasos na contratualização e no pagamento das bolsas de doutoramento da FCT estão a deixar centenas de bolseiros em situação de vulnerabilidade, levantando críticas à falta de transparência e à transferência de responsabilidades para as instituições.
Características da Investigação Científica
A investigação tem dado um importante contributo ao desenvolvimento da humanidade. Fortin (2003), no seu livro sobre “o processo de investigação”
Entre as principais reivindicações estão a criação de contratos de trabalho que substituam as bolsas precárias, melhores salários e condições de trabalho dignas. Os protestantes sublinharam que a ciência é um setor estratégico que merece investimento adequado e que a constante rotatividade de investigadores, causada pela precariedade, prejudica o progresso científico e impede o país de reter talentos.
O protesto de Lisboa reflete um movimento mais amplo de luta dos trabalhadores da ciência em Portugal, que nos últimos anos têm intensificado os apelos ao governo para proceder a reformas profundas e sustentáveis no setor. Para os investigadores, é essencial garantir a estabilidade para que o país possa competir a nível internacional e fomentar uma cultura de inovação científica que traga benefícios a longo prazo para a sociedade.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Bee Naturalles.