Bolseiros exigem fim da precariedade na ciência
Em comunicado, a ABIC defende que a precariedade na ciência portuguesa só será resolvida com o fim do Estatuto do Bolseiro de Investigação e a contratação ao abrigo do novo estatuto de carreira.
Em comunicado, a ABIC defende que a precariedade na ciência portuguesa só será resolvida com o fim do Estatuto do Bolseiro de Investigação e a contratação ao abrigo do novo estatuto de carreira.
Reunião entre a ABIC e a Secretária de Estado da Ciência reconheceu problemas nos atrasos das bolsas e abriu a porta a mudanças, mas sem soluções concretas para várias reivindicações dos bolseiros.
Centenas de bolseiros convocam uma concentração junto ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação para exigir o pagamento imediato das bolsas e o fim de atrasos recorrentes.
Os sucessivos atrasos na contratualização e no pagamento das bolsas de doutoramento da FCT estão a deixar centenas de bolseiros em situação de vulnerabilidade, levantando críticas à falta de transparência e à transferência de responsabilidades para as instituições.
A Associação dos Bolseiros de Investigação Científica denuncia ter sido deixada fora da discussão sobre a fusão FCT-ANI e a nova Lei da Ciência.
A FCT propôs o financiamento de 1.550 bolsas de doutoramento em 2025, com uma taxa de aprovação de 37%, destacando o reforço das candidaturas em ambiente não académico e um investimento total de 133 milhões de euros.
A ABIC alertou que a reforma do Ministério ameaça a autonomia, o financiamento e a qualidade do sistema científico, acusando o Governo de esconder cortes orçamentais sob o pretexto de “optimização”.
Segundo o Público, o orçamento da FCT para 2025 sofre cortes significativos, desiludindo investigadores que alertam para o impacto negativo no futuro da ciência em Portugal.
A ABIC manifesta preocupação com o corte de 68 milhões de euros no orçamento da FCT para 2025, alertando para o impacto negativo na ciência pública em Portugal e apelando por maior transparência e financiamento estável.
Centenas de investigadores protestaram em Lisboa, exigindo o fim da precariedade no setor da ciência em Portugal. A manifestação, organizada por sindicatos e associações, teve lugar em frente ao Ministério.