No DIA NACIONAL DO ESTUDANTE, o Presidente da Direção da ACADÉMICA DA MADEIRA, Ricardo Freitas Bonifácio, deu voz aos estudantes para que indicassem alguns dos problemas que o Campus Universitário da Penteada enfrenta. A declaração que “o chão do pátio está muito estragado” foi um dos registos ouvidos na peça de promoção da campanha, uma situação amplamente conhecida pela comunidade académica, reclamada recorrentemente pelos estudantes, que é agravada pelos problemas de iluminação do exterior do edifício e por outras situações.
O líder estudantil lembrou que, em maio de 2023, a ACADÉMICA DA MADEIRA organizou um protesto nas comemorações do Dia da Universidade da Madeira por “um financiamento digno que permita que a UMa combata o abandono escolar e tenha mais mecanismos para apoiar a saúde mental e física e combater o assédio e a violência”. Ricardo Freitas Bonifácio destaca as várias iniciativas que a estrutura estudantil que lidera tem feito dentro e fora da UMa, para reivindicar vários elementos que considera “essenciais para a vida académica”, como no final de novembro de 2023.
Pela liberdade académica: uma homenagem aos estudantes que lutaram e lutam pelas causas do Ensino Superior
Nos dias 29 e 30 de novembro, uma instalação no átrio da Universidade da Madeira pretende prestar homenagem às lutas estudantis do passado e do presente e alertar toda a comunidade sobre a necessidade da liberdade académica.
Assédio ou fraude: foi vítima de uma situação considerada ilegal, praticada na Universidade?
A Universidade da Madeira apresentou o Portal do Denunciante, uma plataforma que pretende “dar a possibilidade de serem denunciadas situações consideradas
Em janeiro, a ET AL. voltou ao tema recorrente dos problemas do edifício: a “preocupação com as condições do edifício da UMa”, que é “partilhada por estudantes e funcionários, com vários acidentes registados”. O DIÁRIO DE NOTÍCIAS, o JM MADEIRA e a ET AL. alertavam os seus leitores para “as más condições que existem no Campus Universitário da Penteada”. O reitor da Universidade da Madeira (UMa) não prestou declarações sobre o assunto, sendo que os meios de comunicação regional foram alimentados por notas do gabinete que gere a comunicação da instituição.
Em resposta à ET AL., a UMa declarou que assumiu os custos de aquisição e de substituição das placas exteriores, danificadas há alguns anos, mas que não eram substituídas, apesar dos protestos pela segurança dos utilizadores do Campus Universitário da Penteada. Segundo o gabinete que trata da comunicação institucional da Universidade, “a substituição de placas naquele espaço tem ocorrido ao longo do tempo, por diversas atividades que lá se realizam. Neste caso em particular, procedeu-se de acordo com as disponibilidades financeiras e a necessidade de realizar a reparação”.
Preocupação com as condições do edifício da UMa partilhada por estudantes e funcionários, com vários acidentes registados
Pela terceira vez, em poucos dias, as más condições que existem no Campus Universitário da Penteada foram notícia na comunicação social regional. Depois do DIÁRIO e da ET AL., o JM publicou ontem uma notícia com destaque na capa da edição impressa cuja manchete era “Edifício da UMa gera alerta de insegurança”. Reitor continua em silêncio sobre o assunto, sem fazer declarações à comunicação social.
Erasmus: (des)acompanhamento constante
Erasmus+, um programa ímpar no panorama europeu, muito apetecível a todos os estudantes da Universidade da Madeira, mas , em muito,
A ET AL. questionou a instituição, referindo que teve conhecimento da recente substituição de placas do pátio e que, segundo apurado junto de funcionários da UMa, a proposta de aquisição de placas, para substituição no referido pátio, tinha sido enviada para reitoria, pelos serviços competentes, há alguns anos, sem resposta. O Gabinete de Comunicação e Marketing da UMa defendeu-se com a alegada falta de disponibilidade financeira.
Conforme noticiado, em janeiro deste ano, a antiga ministra declarou, no Colégio dos Jesuítas do Funchal, que a celebração do contrato-programa com a UMa “resulta, ainda, do reconhecimento de que a Universidade da Madeira carece de um apoio compensatório devido à sua situação insular e ultraperiférica”. As verbas que a UMa viu reforçadas pretendem dotar a instituição de mais faculdades financeiras para aspectos particulares, em zonas identificadas como “estratégicas diferenciadoras”, tal como o turismo e o oceano.
Assédio no Ensino Superior: da inércia à ação estrutural
Susana Peralta denuncia a ineficácia das medidas contra o assédio nas instituições de ensino superior em Portugal, destacando a urgência de implementar ações concretas e eficazes.
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Milhares de estudantes manifestaram-se em Lisboa exigindo o fim das propinas, mais alojamento público e melhores condições no ensino superior.
O Presidente da Direção da ACADÉMICA DA MADEIRA recorda que a instituição que lidera tem “contribuído para a melhoria das condições do pátio”, destacando “a instalação de bancos no local, que permitem que mais de cem pessoas possam conviver num espaço que, em mais de duas décadas, não conheceu qualquer obra de melhoria”, além das reparações assinaladas.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Pedro Pessoa.