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Do alojamento às salas de aulas sem condições. Entre o complexo e o simples, as falhas do governo e das Universidades

Se há esperança que o novo governo possa executar obras por realizar, também existe a exigência que as Universidades e os Institutos Politécnicos possam aplicar verbas para melhoria de aspectos básicos do quotidiano dos estudantes. Depois de 2022, os estudantes voltaram às ruas.
A 21 e março de 2024, Lisboa recebeu uma manifestação que juntou várias estruturas estudantis do país. Fotografia da Associação Académica da Universidade do Minho.

Se na Universidade da Madeira há partes muito degradadas, o mesmo acontece em outras Instituições de Ensino Superior. Entre as culpas do governo e a falta de aplicação de verbas das Universidades e Institutos Politécnicos, os estudantes relatam situações que colocam em causa o seu bem-estar e, noutros casos, a sua segurança. Em 2024, em antecipação ao novo executivo que tomará posse na próxima semana, os estudantes voltaram aos protestos nas ruas da capital.

Ricardo Freitas Bonifácio, presidente da Direção da ACADÉMICA DA MADEIRA, destacou a forte participação dos estudantes na manifestação, mostrando a “vivacidade do movimento estudantil em se unir para mostrar o seu protestos por situações que foram promessas falhadas do executivo, como é o exemplo do alojamento estudantil”. O líder estudantil destacou a presença de vários madeirenses e a solidariedade da ACADÉMICA DA MADEIRA que, no seu entender, “não se desresponsabiliza da luta pelo alojamento estudantil na Madeira e pelas condições de alojamento dos estudantes madeirenses em todo o país”.

Conselho de Associações Académicas Portuguesas mobilizou centenas de estudantes em Lisboa para manifestação de 21 de março de 2024 Fotografia da Associação Académica da Universidade do Minho

Com a faixa “Abril é o futuro”, os estudantes subiram o Chiado e receberam cravos junto ao elevador de Santa Justa. As lutas de Abril estiveram presentes em cartazes, mas também nas músicas e nas palavras de ordem que se foram ouvindo ao longo do percurso. Do Norte de Portugal ao Algarve, sem esquecer a Madeira, os estudantes marcaram presença na ação de protesto que se centrou no problema do alojamento.

Como o presidente da Direção da ACADÉMICA DA MADEIRA escreveu em 2023, “o governo liderado por António Costa prometeu criar, entre 2019 e 2022, 12 mil camas em residências universitárias”. No ano passado, o governo prometeu que “entre 2021 e 2026 passaremos de 157 para 246 residências e de 15 073 para 26 868 camas”. O líder estudantil madeirense destaca “a reivindicação da desejada para resolução do problema da habitação no país, cujo a madeirenses e açorianos deslocados diz muito respeito”. Ricardo Freitas Bonifácio reforça que “há a necessidade de garantir habitação de qualidade com preços que possam ser praticados pelos estudantes”.

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A manifestação em Lisboa também observou alguma confusão, como relatou a jornalista Carolina Bastos Pereira doo Público. Um grupo de estudantes, de uma organização ativista pró palestiniana, alegou ter sido empurrado à chegada à Assembleia da República.

Nos cartazes, nos gritos e nas músicas, a habituação não monopolizou a manifestação. As rendas mais acessíveis, o fim da propina, a subida de preços das refeições sociais, a revisão de diplomas como o RJIES e a melhoria de infraestruturas das Instituições foram temas destacados ao longo de todo o percurso. Como referiu a presidente da Associação Académica da Universidade do Minho, Margaria Isaías, em declarações ao Público, existe o fecho de cantinas ao fim-de-semana no Minho, prejudicando os estudantes deslocados.

No Funchal, apesar da participação no protesto em Lisboa, a ACADÉMICA DA MADEIRA não quis deixar de apresentar atividades. O presidente da Direção da ACADÉMICA DA MADEIRA referiu uma ação de reflorestação no Parque Ecológico do Funchal, por ocasião da celebração do Dia Nacional do Estudante (24 de março) e à Hora do Planeta, além de uma peça informativa que ilustrou as preocupações dos estudantes da Universidade da Madeira que, na manhã de segunda-feira, ultrapassava as 10 mil visualizações.

Luís Eduardo Nicolau
ET AL.
Com fotografia da Associação Académica da Universidade do Minho.

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