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Casos de violência continuam a preocupar estudantes

Casos de violência continuam a preocupar estudantes

Este artigo tem mais de 1 ano

Esta semana um estudante relatou que teve a sua viatura alvo de um ataque ao sair do Campus Universitário durante a noite. No verão de 2022, o Reitor da Universidade da Madeira referia ter “aumentado a insegurança nas imediações” do edifício da Penteada, facto que tem sido experimentado pela comunidade académica.

Um grupo de sete pessoas, encapuzadas, surpreendeu um estudante enquanto este deixava o Campus Universitário da Penteada na noite de segunda-feira, 26 de março, por volta da meia-noite. Sem abordar o estudante, o grupo corria pelo exterior do edifício.

O estudante retirou a sua viatura que estava parada no estacionamento próximo da cantina e iniciou a marcha pela estrada, em direção à saída do complexo. Ao passar pela zona da entrada principal da Universidade da Madeira, o grupo de encapuzados atirou objetos em direção ao carro, parecendo tentar imobilizar a viatura à força. O automóvel sofreu ligeiros danos, contudo o estudante em causa saiu ileso da ocorrência.

Insegurança continua a atingir o Campus Universitário

Esta é mais uma queixa da comprovada insegurança que faz sentir no Campus da Penteada. Recentemente, as instalações da ARDITI, mais propriamente do ITI, foram alvo de vandalismo e roubos durante o período noturno. Veio também a público no mês passado o assalto feito a um carro de uma estudante, onde os vidros da viatura foram quebrados, e bens pessoais roubados, por volta da hora de almoço. A comunidade pede intervenção de entidades competentes, de forma a salvaguardar os seus bens pessoais, a sua integridade física e psicológica e a dos espaços da sua Universidade e demais locais nas imediações.

85 estudantes indicaram que já foram vítimas de algum tipo de assédio ou de violência na UMa

Para Patrícia Martins Marcos, uma das autoras do manifesto “Todas Sabemos”, o que foi notícias nos últimos dias “não é a excepção, é a norma”. Em 2022, no Inquérito anual aos estudantes da UMa, com uma amostra de quase seis centenas de inquéritos válidos, 85 pessoas indicaram que já foram vítimas de algum tipo de assédio ou de violência na Universidade. Desde a criação do Portal do Denunciante, a UMa recebeu duas denúncias. Há muitas vítimas que continuam sem conseguir denunciar os seus agressores, sendo que apenas 6,2% dos estudantes que sofreram assédio ou violência reportaram a uma entidade.

Qualquer tentativa, ameaça ou caso de furto, de violência ou de roubo, por exemplo, deve ser comunicada à Polícia de Segurança Pública (PSP). Através do portal Queixa Eletrónica, o cidadão pode apresentar queixas de forma remota em determinados tipos de de crime, cuja lista se encontra definida na Portaria n.º 1593/2007, de 17 de dezembro.

Através da denúncia, as forças de segurança podem atuar e obter dados que contribuirão para segurança de todos.

Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Jeremy Bishop

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