Há mais de 200 anos o povo Krahô tem estado em contacto com os brancos, em relações por vezes amistosas com os fazendeiros ou de violenta aculturação. Em 1940, os Krahô foram perseguidos e massacrados e na década seguinte viveram sob pressão para se “civilizarem”, sendo-lhes alterado o seu modo de vida, recusada a sua história e negado o uso da sua língua indígena em detrimento do Português.
Em 1986, um membro da tribo Krahô identificou, no catálogo do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP), o Kàjré, um machado em meia-lua ritual. Os Krahô exigiram a devolução do símbolo religioso que lhes havia sido roubado em 1947. Foi a 12 de junho de 1986 que, reconhecendo a legitimidade da reivindicação dos Krahô, o eminente físico brasileiro José Goldemberg, então reitor da USP, devolveu o Kàjré ao seu povo.
Uma história de amizade e sacrifício
Ahmed, um rapaz de oito anos, sem querer, tirou o caderno do seu amigo Mohammad. Ele quer devolvê-lo, caso contrário o amigo pode ser expulso da escola. Decidido, Ahmed vai em busca da casa de Mohammad, na aldeia vizinha.
Amor de mãe
“A Civil conta a história de Cielo, uma mãe à procura da sua filha, raptada por um gangue criminoso no norte
A FLOR DO BURITI é um drama que percorre três épocas da história dos Krahô, do ponto de vista de uma menina, que dá a conhecer a luta de um povo pela preservação do seu modo de vida, da prática de ritos ancestrais próprios e da conservação do seu nicho na floresta brasileira. É uma história de resistência e de sobrevivência que toma o nome da flor do Buriti, um tipo de palmeira selvagem que cresce no território deste povo, a Kraolândia, no estado brasileiro de Tocantins.
A longa metragem resulta da parceria entre o casal de cineastas João Salaviza e Renée Nader Messora, ele português e ela brasileira, também autores do documentário Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos, de 2019, sobre os Krahô.
PAR COEURS, de Benoît Jacquot, no Screenings Funchal
A vida de dois aclamados atores do teatro francês enquanto preparam a estreia de duas obras em palco, num documentário de Jacquot.
A Odisseia de Argélia por Karim Aïnouz
“Marinheiro das Montanhas é um diário de viagem filmado na primeira ida de Karim à Argélia, país em que seu pai
Esta nova obra prima de Salaviza e Messora arrecadou o Prémio de Elenco em Cannes (França), o Prémio de Melhor Filme Latino-Americano em Mar del Plata (Argentina), o Prémio de Melhor Longa-Metragem no Festival dei Popoli de Florença (Itália), entre outros galardões.
A FLOR DO BURITI, de João Salaviza e Renée Messora, é a sugestão do Screenings Funchal, numa parceria com os Cinemas NOS e a ACADÉMICA DA MADEIRA, para sexta e sábado, 5 e 6 de abril.
O cliente NOS, portador do seu cartão, tem direito a dois bilhetes pelo preço de um. Se for sozinho, além do bilhete, tem a oferta de um menu pequeno de pipocas e bebida. Vamos aproveitar estas vantagens com mais um momento de grande cinema que o Screenings Funchal proporciona.
Um garoto do calhau
Mário é menino de oito anos que vive na Madeira a pedir esmola para sustentar a família. O seu sonho é caçar de baleias.
Entre a (Im)possibilidade da falha… Agir ou fugir?
E se pudesse tomar controle dos infortúnios da sua vida? Provavelmente seria demasiado fantástico para o mundo real. Mas a verdade,
Convidamos a assistir esta longa metragem com a nossa companhia. Até lá, confira o que lhe contamos no portal do Screenings Funchal.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotograma da película de João Salaviza e Renée Nader Messora.