Tomar decisões…

Tomar decisões é uma constante. Com mais ou menos importância, todas têm impacto na nossa vida.

Neste início de ano a maioria das pessoas tomam decisões, acerca das mudanças que pretendem introduzir na sua vida. E assim inicia-se o novo ano com a certeza de que este é que vai ser o ano em que vai mudar para melhor. É importante ser-se optimista e essencialmente ter vontade de cumprir a decisão tomada. Todos os dias há situações em que é preciso fazer escolhas, algumas simples, algumas mais complexas das quais depende o desenrolar do futuro. A decisão poderá ser imediata, ou exigir maior reflexão, mas do seu resultado poderá depender o desenrolar do futuro. Muitos são os fatores a ponderar quando é preciso tomar uma decisão: é necessário reflectir acerca do problema, sobre a qual se vai decidir, quais os acontecimentos que causaram este problema? Quais as possíveis soluções, respostas para o problema? Quais as consequências para cada solução encontrada? As consequências analisadas serão positivas ou negativas? Qual a solução a escolher? A quem afeta esta decisão? Será só à pessoa, que está a decidir, ou também a outros que a rodeiam? Após ponderação de todas as opções possíveis para o problema, é nos seus conhecimentos, valores e atitudes que encontramos as respostas às questões colocadas, assim poderemos então escolher a resposta que nos parece mais adequada. Preferencialmente que seja aquela que está em maior harmonia com os objetivos que desejamos alcançar. O resultado desta pode ser positivo ou negativo, tanto para nós como para os outros.

É essencial aprender cedo a tomar decisões porque esta aprendizagem ajuda-nos a sermos responsáveis, independentes e a desenvolver um pensamento crítico respeitante aos acontecimentos que nos rodeiam. É indispensável ponderar as influências do meio, da sociedade, porque todas as nossas ações também aí se refletem.

A tomada de decisão é uma da competência importante a ser desenvolvida em programas de prevenção de toxicodependência. Pois é pertinente que o indivíduo tendo a informação imprescindível para decidir, saiba distinguir o que é mais importante para si e para o seu futuro e objetivamente faça uma escolha.

Com a experiência de que a reflexão sobre o que está bem e sobre o que está mal, o que pode fazer para mudar? Como pode fazê-lo? Precisa de ajuda? Onde a pode encontrar? Por vezes, o simples facto de não saber a que serviços recorrer, para ajudar a concretizar os planos, poderá ser o suficiente para que a pessoa desista. Daí que seja indispensável que, sabendo que não pode decidir sozinho, se procure quem possa ajudar.

Maria Nazaré de Freitas
Animadora educativa e sociocultural do Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais, IP-RAM

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