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A INSULANA regressa como obra-chave da memória literária madeirense

A INSULANA regressa como obra-chave da memória literária madeirense

A nova edição anotada da INSULANA, coordenada por Nelson Veríssimo, foi apresentada como um marco na valorização do épico madeirense e na aproximação entre investigação académica e público leitor.
INSULANA de Manuel Tomás, editada pela IMPRENSA ACADÉMICA.

A sessão de apresentação da nova edição anotada da INSULANA, com coordenação editorial de Nelson Veríssimo, decorreu num ambiente de assinalável interesse cultural e académico, reunindo investigadores, estudantes e leitores atentos ao património literário madeirense. A nova edição da obra, que recupera e contextualiza o poema épico de Manuel Tomás sobre o descobrimento da ilha da Madeira, foi apresentada como um contributo decisivo para a valorização de um texto fundador da memória histórica e literária da Região, agora enriquecido com um aparato crítico rigoroso e acessível.

Ao longo da sessão, foi sublinhada a importância desta edição para a compreensão da INSULANA enquanto obra simultaneamente literária e histórica. As anotações e estudos introdutórios permitem enquadrar o poema no seu tempo, esclarecer referências clássicas e históricas e tornar o texto legível para leitores contemporâneos, sem perder a densidade erudita que o caracteriza. Esta redescoberta do épico madeirense foi apresentada não apenas como um exercício académico, mas como um gesto de afirmação cultural, devolvendo à Madeira um dos seus textos mais ambiciosos.

A apresentação destacou ainda o papel da edição crítica na construção de pontes entre a investigação universitária e o público em geral. A INSULANA surge, assim, como exemplo de como o trabalho filológico e histórico pode dialogar com a comunidade, reforçando a consciência do património literário insular e estimulando novas leituras e investigações. Num tempo marcado pela aceleração e pelo esquecimento, a sessão afirmou a importância de regressar às obras fundadoras para compreender melhor a identidade e a história coletiva da Madeira.

Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com imagem da capa com a fotografia de Idílio Gonçalves.

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