A sessão de apresentação da nova edição anotada da INSULANA, com coordenação editorial de Nelson Veríssimo, decorreu num ambiente de assinalável interesse cultural e académico, reunindo investigadores, estudantes e leitores atentos ao património literário madeirense. A nova edição da obra, que recupera e contextualiza o poema épico de Manuel Tomás sobre o descobrimento da ilha da Madeira, foi apresentada como um contributo decisivo para a valorização de um texto fundador da memória histórica e literária da Região, agora enriquecido com um aparato crítico rigoroso e acessível.
Ao longo da sessão, foi sublinhada a importância desta edição para a compreensão da INSULANA enquanto obra simultaneamente literária e histórica. As anotações e estudos introdutórios permitem enquadrar o poema no seu tempo, esclarecer referências clássicas e históricas e tornar o texto legível para leitores contemporâneos, sem perder a densidade erudita que o caracteriza. Esta redescoberta do épico madeirense foi apresentada não apenas como um exercício académico, mas como um gesto de afirmação cultural, devolvendo à Madeira um dos seus textos mais ambiciosos.
“O primeiro trabalho, cientificamente realizado no âmbito da História, sobre a Revolução do 25 de Abril na Madeira”
A afirmação do historiador Nelson Veríssimo é sobre a obra O “25 DE ABRIL” NA MADEIRA: TENSÕES SOCIAIS E POLÍTICAS EM 1974-75, À LUZ DA IMPRENSA REGIONAL, da autoria de Lino Bernardo Calaça Martins.
“Será que as instituições estão preparadas para lidar com as suas especificidades?” O Ensino Superior enfrenta novos desafios
DESAFIOS PARA O ENSINO SUPERIOR – volume III é uma obra que pensa a Academia, a investigação e a formação e
A apresentação destacou ainda o papel da edição crítica na construção de pontes entre a investigação universitária e o público em geral. A INSULANA surge, assim, como exemplo de como o trabalho filológico e histórico pode dialogar com a comunidade, reforçando a consciência do património literário insular e estimulando novas leituras e investigações. Num tempo marcado pela aceleração e pelo esquecimento, a sessão afirmou a importância de regressar às obras fundadoras para compreender melhor a identidade e a história coletiva da Madeira.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com imagem da capa com a fotografia de Idílio Gonçalves.

