A sessão de apresentação da nova edição anotada da INSULANA, com coordenação editorial de Nelson Veríssimo, decorreu num ambiente de assinalável interesse cultural e académico, reunindo investigadores, estudantes e leitores atentos ao património literário madeirense. A nova edição da obra, que recupera e contextualiza o poema épico de Manuel Tomás sobre o descobrimento da ilha da Madeira, foi apresentada como um contributo decisivo para a valorização de um texto fundador da memória histórica e literária da Região, agora enriquecido com um aparato crítico rigoroso e acessível.
Ao longo da sessão, foi sublinhada a importância desta edição para a compreensão da INSULANA enquanto obra simultaneamente literária e histórica. As anotações e estudos introdutórios permitem enquadrar o poema no seu tempo, esclarecer referências clássicas e históricas e tornar o texto legível para leitores contemporâneos, sem perder a densidade erudita que o caracteriza. Esta redescoberta do épico madeirense foi apresentada não apenas como um exercício académico, mas como um gesto de afirmação cultural, devolvendo à Madeira um dos seus textos mais ambiciosos.
Imprensa Académica lançou uma obra inédita sobre o “25 de Abril” na Madeira
Baseada na tese de doutoramento de Bernardo Martins, defendida na Universidade da Madeira, esta é uma análise dos acontecimentos de uma época que mudou o rumo da história, à luz da imprensa regional. “Finalmente, vem a lume uma monografia histórica sobre o 25 de Abril na Madeira”, refere Nelson Veríssimo, historiador.
Quatro autores editados pela IA/CADMUS no júrio do Prémio Literário Cidade do Funchal
Carlos Diogo Pereira, Deodato Rodrigues, Maria Helena Rebelo e Sandro Nóbrega integram o júri da edição de 2025 do prémio atribuído
A apresentação destacou ainda o papel da edição crítica na construção de pontes entre a investigação universitária e o público em geral. A INSULANA surge, assim, como exemplo de como o trabalho filológico e histórico pode dialogar com a comunidade, reforçando a consciência do património literário insular e estimulando novas leituras e investigações. Num tempo marcado pela aceleração e pelo esquecimento, a sessão afirmou a importância de regressar às obras fundadoras para compreender melhor a identidade e a história coletiva da Madeira.
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com imagem da capa com a fotografia de Idílio Gonçalves.