Quando pensamos em cidades universitárias, lembramo-nos quase sempre de Coimbra, Porto ou Lisboa. Mas pergunto: Por que não o Funchal? Por que não a Madeira?
Ser uma cidade universitária vai muito além de ter uma universidade. É criar um ecossistema em que as vidas académicas, culturais, sociais e económicas se entrelaçam. É ter espaços de estudo, cultura e lazer que atraem jovens de dentro ou de fora da região. É fazer da cidade um lugar que respira juventude, inovação e conhecimento.
A Universidade da Madeira já é um pilar essencial, mas temos plena consciência de que pode e tem de crescer mais. E, para isso, precisamos de investimento, de visão estratégica e de coragem política. O crescimento da universidade não se faz apenas com cursos novos, faz-se com melhores condições para quem nela estuda e ensina. Mais residências universitárias, para que o peso das rendas não seja um obstáculo a quem vem de fora. Mais bolsas e apoios, para que ninguém fique atrás por questões económicas. Mais espaços de convívio e cultura, para que a exigência académica não se limite às salas de aula.
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Será Sílvio Fernandes defensor da nacionalização de empresas? Da intervenção dos privados na Saúde? Acredita o reitor que Portugal deve sair da NATO? Além do presente e futuro da UMa, conheça as posições do reitor sobre temas centrais da vida política, económica e social.
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Se Coimbra ganhou o estatuto e a fama que tem hoje, foi porque alguém criou e investiu. O mesmo pode e deve acontecer aqui. A Madeira precisa de olhar para os estudantes não como um custo, mas como uma oportunidade. Em parte, somos nós que damos a vida à cidade, que dinamizamos cafés, restaurantes, espaços culturais e que, no futuro, seremos os profissionais a servir a própria região.
Transformar o Funchal numa cidade universitária é também uma forma de combater a emigração dos jovens. Se tivermos aqui uma universidade mais forte, mais acessível e reconhecida, muitos deixarão de ter de partir para procurar oportunidades no continente. E, ao mesmo tempo, abriremos as portas a estudantes de outros países que querem estudar num destino seguro, atrativo e multicultural.
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A expansão do curso de Medicina na Madeira enfrenta entraves estruturais e a falta de docentes, refletindo um problema mais amplo do SNS, onde medidas paliativas substituem reformas essenciais para fixar profissionais e garantir um futuro sustentável para a saúde pública.
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Este é um apelo em nome dos estudantes: queremos mais para a nossa universidade e para a nossa cidade. queremos que a Madeira seja reconhecida não só pelo turismo, mas também pelo conhecimento. Porque, afinal, o futuro de qualquer sociedade constrói-se com educação.
O Funchal pode ser uma universidade universitária. Só precisamos de começar a acreditar.
Martim Paquete Peixoto
ET AL.
Com fotografia de Francisco Correia.
Artigo de opinião publicado no DIÁRIO DE NOTÍCIAS da Madeira. O PEÇO A PALAVRA é um programa produzido pela ACADÉMICA DA MADEIRA e pela TSF Madeira 100FM.