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Centenário da 1.ª Grande Guerra

No próximo dia 28 de Julho terá feito 100 anos desde o início de um dos maiores conflitos na história do nosso planeta. Como a maior parte das guerras precedentes à Primeira Guerra Mundial, esta começou igualmente com um conflito europeu que cresceu em torno das ambições e medos das grandes potências do continente. O seu desenvolvimento arrasador não se deu apenas pelo seu tamanho colossal, pois a combinação tecnológica e a cultura daqueles que nela participaram foram de igual forma factores que impulsionaram os efeitos catastróficos que teve. Apesar de ser apelidada de Primeira Guerra Mundial, é facto que não foi exactamente a primeira pois as potências europeias já se confrontavam nos últimos 300 anos por todos os territórios e oceanos do nosso planeta. Aqueles que arriscaram as suas vidas no conflito de 1914-18 chamavam-lhe, simplesmente, Grande Guerra. As potências europeias já se mantinham as mesmas há alguns séculos, mas o equilíbrio de poder entre elas mudou drasticamente durantes as últimas décadas. O Império Alemão, criado pelo reinado da Prússia, era o mais poderoso como resultado da sua vitória com o Império Austríaco em 1866 e com a França em 1870, ocupando esta agora o segundo lugar. As tensões entre os territórios europeus eram palpáveis e como se não bastasse, muitos travavam conflitos com países de outros continentes. Em Portugal as coisas foram um pouco diferentes, pois o nosso país não entrou propriamente de forma activa na guerra. De acordo com as orientações da Primeira República Portuguesa o país juntou-se às forças Aliadas. Poucos meses após o culminar dos confrontos, começa-se a sentir os seus efeitos, nomeadamente a moeda de prata desapareceu de circulação, o preço das mercadorias subiu e fizeram-se também corridas às portas dos bancos para cancelar contas bancárias e passar a guardar as poupanças em casa. O governo de Bernardino Machado tinha obrigações para com a Inglaterra devido à já longa aliança entre Portugal e os britânicos, mas ao mesmo tempo queria evitar-se um confronto aberto com as forças Alemãs. Utilizando, assim, a forte influência da Inglaterra, Bernardino consegue que as nossas forças militares sejam apenas deslocadas para Angola e Moçambique combatendo em território africano, resguardando-se das batalhas devastadoras tomando lugar na Europa. Estabelece-se, então, a sua posição na Primeira Guerra Mundial, sendo ela a de defesa das colónias contra os exércitos alemães. A Madeira viveu de uma forma muito especial este momento pois, apesar de ser encontrar afastada dos principais palcos de guerra, este conflito afastou do porto do Funchal a navegação que constituía uma grande fonte de receita e encareceu a vida do povo ilhéu, tendo as autoridades competentes sentido a necessidade de limitar o valor máximo de alguns géneros de primeira necessidade. De salientar, ainda, os dois ataques que sofreu, em 3 de Dezembro de 1916 e em 12 de Dezembro de 1917, causando a destruição de edifícios, a morte de pessoas e o medo generalizado. Um pouco por todo o mundo esta efeméride negra da História mundial será lembrada através de eventos vários, lançamentos de livros e de exposições sobre o conflito que durou 4 anos. João Andrade

25 anos da Universidade da Madeira

Escrever sobre os 25 anos da UMa é para mim um exercício complicado. Foram quase 18 anos desde que ingressei por concurso na UMa como assistente estagiário em 1995 para o então Dep. de Matemática. Tinha terminado a minha formação de Engenharia Informática no Técnico e era bolseiro do INESC. Queria regressar à Madeira e existiam poucas oportunidades realmente interessantes pelo que a improvável ideia de ingressar numa carreira académica acabou por ser a mais interessante. É um exercício complicado porque para mim é difícil dissociar estes anos de um percurso pessoal que só consigo testemunhar na primeira pessoa. Desde essa altura em que partilhei com os Profs. José Carmo e Rita Vasconcelos um pequeno gabinete em instalações absolutamente precárias no Edifício do Castanheiro muito aconteceu na UMa. Assisti e colaborei ativamente no desenvolvimento da área de engenharia da UMa. Primeiro ajudando a promover aquele que foi provavelmente a única fusão de departamentos feita a pensar no futuro e não nos interesses particulares. A criação do então Departamento de Matemática e Engenharias foi um marco importante na breve história da UMa e permitiu o desenvolvimento da área de engenharia que representava pouco mais de 4% dos alunos e agora representa cerca de 30%. Foi uma mudança importante que permitiu transformar a UMa de uma escola de formação de professores num escola de engenharia com um potencial muito maior em termos de impacto e futuro para a região. Não foi um caminho fácil, lembro-me perfeitamente que muitos consideravam que não seria possível à UMa ambicionar a ter uma formação de engenharia que parecia apenas ao alcance das grandes escolas do continente. O processo começou timidamente com a criação de uma licenciatura em Ensino de Informática (ainda na tradição da formação de professores) e foram precisas muitas reuniões e discussões para conseguirmos criar o curso de Engenharia Informática. Fui diretor deste curso desde o seu lançamento até a acreditação pela Ordem dos Engenheiros. Nessa altura recrutamos vários professores estrangeiros que deram continuidade a uma tradição que continuou de forma intensa até aos dias de hoje. Uma tradição de abertura ao exterior e de combate a um problema grave de reputação que regiões como a Madeira enfrentam. Ainda hoje é mais fácil recrutar alunos e professores no estrangeiro do que no continente. Pelo caminho tive ainda uma passagem pela Reitoria como vice-reitor onde liderei o projeto de Bolonha da UMa. Foram tempos atribulados mas igualmente estimulantes. Recordo com particular satisfação uma workshop organizada no auditório do Castanheiro com a presença de várias personalidades de alto nível que se disponibilizaram para dar o seu testemunho sobre o projeto de Bolonha da UMa. Foi uma altura de enorme estímulo intelectual onde destaco as longas discussões com os Profs. Castanheira da Costa e João Vasconcelos e Costa que foram coautores de um projeto de educação liberal absolutamente pioneiro no nosso país. Foi um projeto ambicioso que nos colocou no mapa do ensino superior em Portugal mas que criou uma tempestade perfeita. Colocou em confronto as limitações da UMa – desde as guerras de protagonismo ao provincianismo de quem se sente mais confortável a copiar modelos conservadores do que a arriscar ter um projeto educativo próprio, inovador e arrojado. Na altura escrevi na revista da AAUMa que levar a bom porto um projecto desta natureza implicava um conjunto de condições que infelizmente são difíceis de reunir: estabilidade para pensar o futuro sem receios; liderança motivadora que respeita as divergências mas tem coragem para tomar decisões; investimento porque não é possível fazer bons projetos sem recursos; e finalmente credibilidade que resulta em entusiasmo, contagia e mobiliza as pessoas. O projeto de Bolonha da UMa foi uma enorme lição de vida bem como o testemunho das limitações culturais e institucionais da nossa academia. A sua incompreensão gerou uma sucessão de erros de implementação com elevados custos institucionais que ainda hoje pagamos muito caro. Os atuais estatutos da UMa, de cuja assembleia estatutária fiz parte, são outro exemplo de uma reforma ambiciosa mal aplicada com elevados custos institucionais. Em ambos os casos o diabo estava, como sempre, nos detalhes. Mas foram estes mesmos ingredientes que conseguimos reunir passado pouco tempo quando o governo lançou as parcerias internacionais com as Universidades americanas. Foi mais uma janela de oportunidade que conseguimos aproveitar lançando as bases do que é hoje o Madeira-ITI. A estabilidade foi conseguida pela associação às instâncias regionais e aos centros de investigação muito menos susceptíveis às guerras e invejas académicas fratricidas. A liderança partilhada pelo MCTES, FCT e direções dos programas onde estavam alguns dos melhores académicos portugueses e americanos. Os recursos públicos e privados colocados à disposição mas sujeitos a um escrutínio e avaliações constantes e implacáveis. A credibilidade de uma Universidade realmente de topo como a Carnegie Mellon. Estes ingredientes permitiram recrutar e atrair investigadores e alunos de topo para o Madeira-ITI e com isso contornar o enorme problema de reputação que uma instituição como a UMa enfrenta. Passados três anos o Madeira-ITI é hoje em dia uma referência na investigação e formação avançada em tecnologias interativas – uma área particularmente competitiva. Inauguramos recentemente novas instalações que revelam a ambição de um projeto que muitos julgavam impossível numa região como a Madeira. Demonstramos que é possível à UMa estabelecer parcerias frutíferas com as entidades regionais sem abdicar da sua autonomia. Eu próprio há 18 anos atrás quando comecei a minha carreira na UMa nunca pensei que podíamos chegar tão longe em tão pouco tempo. Do nada para uma instituição que forma profissionais para a Apple, Google e eBay. Que lidera as publicações nas conferencias de referência ao lado das melhores instituições europeias e muito à frente de qualquer outra Universidade portuguesa. O projeto do Madeira-ITI demonstra que a UMa pode e deve ter ideias próprias que se tornem uma referência. Demonstra que ser jovem e estar numa região ultraperiférica longe dos centros de decisão não é uma justificação para não fazer mais e melhor. Demonstra que os nossos jovens e as nossas empresas têm todo o

Estudos correlacionais e causalidade

Fortin (2003), afirma que “…contrariamente aos estudos puramente descritivos, nos quais a descoberta e a descrição são o objetivo principal, os estudos de tipo correlacional têm por objetivo examinar as relações entre variáveis. Os estudos deste tipo pressupõem que o fenómeno já foi identificado e descrito (p. 173).” Portanto, os estudos de tipo correlacional consistem em examinar relações entre duas ou mais variáveis quantificáveis. A investigação correlacional apenas estabelece que há uma relação entre duas variáveis mas não estabelece uma relação “causa-efeito”. Contudo, o estabelecimento de uma correlação entre duas variáveis poderá ser utilizado na previsão dos valores de uma delas a partir do conhecimento dos valores da outra. O grau de correlação entre duas variáveis é geralmente expresso como um coeficiente cujo valor varia entre 0.00 e +1.00 ou -1.00. Duas variáveis que estão altamente correlacionadas apresentam um coeficiente perto de +1.00 ou de -1.00; no caso de não estarem correlacionadas apresentam um coeficiente perto de 0.00. Quanto ao sentido, a correlação pode ser classificada em positiva ou negativa. Uma correlação positiva indica que os sujeitos que obtiveram valores altos numa das variáveis também obtiveram valores altos na outra variável ou vice-versa. Uma correlação diz-se negativa quando os sujeitos obtêm valores altos numa variável e valores baixos na outra variável. A correlação apresenta valores baixos quando não há relação entre duas variáveis; digamos que é a ausência de correlação como, por exemplo, entre a altura do aluno e o seu rendimento académico. Quando estamos perante uma correlação estatisticamente significativa, devemos ponderar sempre a hipótese de causalidade inversa (A causa B ou B causa A), ou a hipótese de existência de outras variáveis intermediárias, não controladas, que sejam responsáveis pela falsa associação entre as variáveis em estudo. Quando correlações entre variáveis são encontradas, descobertas, torna-se possível predizer uma variável a partir de outra. Por exemplo, se nós sabemos que a competência de vocabulário e a aprendizagem escolar são correlacionadas, nós podemos predizer que os alunos com melhor vocabulário normalmente aprenderão mais que os alunos com vocabulário limitado. As correlações também levantam questões acerca de se uma das variáveis relacionadas pode causar outra, sugere assim áreas férteis para investigação experimental. Se nós verificamos que existe uma correlação entre vocabulário e aprendizagem nós podemos desejar prosseguir o nosso estudo correlacional com um estudo experimental no qual o treino de vocabulário é dado, para verificar se rendimento escolar mais alto ocorre como resultado. Finalmente, convém recordar que a investigação correlacional apenas permite afirmar a existência de covariação entre variáveis e que a presença de uma correlação significativa não garante com segurança a existência de uma relação causa-efeito. Só os estudos experimentais onde há manipulação propositada de variáveis independentes garantem a existência de uma relação causa-efeito. Sugestões de leitura Carmo, H. & Ferreira, M. (1998). Metodologia da investigação: Guia para Auto-aprendizagem. Lisboa: Universidade Aberta (pp. 220-224). Coutinho, C. (2011). Metodologia de investigação em Ciências Sociais e Humanas: Teoria e prática. Coimbra: Edições Almedina (pp. 261-276). Fortin, M. (2003). O processo de investigação: Da concepção à realização. Loures: Lusociência (pp. 174-182). António V. Bento Professor da UMa

Tomar decisões…

Tomar decisões é uma constante. Com mais ou menos importância, todas têm impacto na nossa vida. Neste início de ano a maioria das pessoas tomam decisões, acerca das mudanças que pretendem introduzir na sua vida. E assim inicia-se o novo ano com a certeza de que este é que vai ser o ano em que vai mudar para melhor. É importante ser-se optimista e essencialmente ter vontade de cumprir a decisão tomada. Todos os dias há situações em que é preciso fazer escolhas, algumas simples, algumas mais complexas das quais depende o desenrolar do futuro. A decisão poderá ser imediata, ou exigir maior reflexão, mas do seu resultado poderá depender o desenrolar do futuro. Muitos são os fatores a ponderar quando é preciso tomar uma decisão: é necessário reflectir acerca do problema, sobre a qual se vai decidir, quais os acontecimentos que causaram este problema? Quais as possíveis soluções, respostas para o problema? Quais as consequências para cada solução encontrada? As consequências analisadas serão positivas ou negativas? Qual a solução a escolher? A quem afeta esta decisão? Será só à pessoa, que está a decidir, ou também a outros que a rodeiam? Após ponderação de todas as opções possíveis para o problema, é nos seus conhecimentos, valores e atitudes que encontramos as respostas às questões colocadas, assim poderemos então escolher a resposta que nos parece mais adequada. Preferencialmente que seja aquela que está em maior harmonia com os objetivos que desejamos alcançar. O resultado desta pode ser positivo ou negativo, tanto para nós como para os outros. É essencial aprender cedo a tomar decisões porque esta aprendizagem ajuda-nos a sermos responsáveis, independentes e a desenvolver um pensamento crítico respeitante aos acontecimentos que nos rodeiam. É indispensável ponderar as influências do meio, da sociedade, porque todas as nossas ações também aí se refletem. A tomada de decisão é uma da competência importante a ser desenvolvida em programas de prevenção de toxicodependência. Pois é pertinente que o indivíduo tendo a informação imprescindível para decidir, saiba distinguir o que é mais importante para si e para o seu futuro e objetivamente faça uma escolha. Com a experiência de que a reflexão sobre o que está bem e sobre o que está mal, o que pode fazer para mudar? Como pode fazê-lo? Precisa de ajuda? Onde a pode encontrar? Por vezes, o simples facto de não saber a que serviços recorrer, para ajudar a concretizar os planos, poderá ser o suficiente para que a pessoa desista. Daí que seja indispensável que, sabendo que não pode decidir sozinho, se procure quem possa ajudar. Maria Nazaré de Freitas Animadora educativa e sociocultural do Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais, IP-RAM

Eleições europeias de 2014

A Europa atravessa um período conturbado e de muita incerteza no futuro do projecto Europeu, outrora idealizado pelo francês Robert Shuman, considerado quase unânimemente como o pai daquele sonho distante chamado Europa. A recente crise pela qual atravessam vários países da União Europeia abalou os alicerces que suportam o projecto de União dos países do “Velho Continente”, e os diferentes povos começam a olhar com alguma desconfiança para a crescente falta de solideriedade dentro da U.E. por um lado, e por outro manifestam desagrado quando há sinais dessa mesma solideriedade. Contradição? Nem por isso. Os países que passam por graves crises, tal como o nosso, muitas vezes vêem as potências económicas do nosso continente, nomeadamente a Alemanha, como um exemplo claro da falta de solideriedade anteriormente mencionada, enquanto que os alemães vêem os países do Sul da Europa como um conjunto que constituí um mau exemplo de gestão da res pública e que por essa má gestão, aqueles países que são financeiramente saudáveis terão que pagar os custos de uma crise, que segundo eles, não criaram. Estamos portanto num dilema. De um lado estão os que acham que, apesar de todos os problemas, a União Europeia continua a ser a melhor solução para termos um continente europeu estável, politica e economicamente forte, para fazer face ao poderio norte-americano e uma China cada vez mais dominante em vários campos. Do outro lado da barricada encontram-se aqueles que vêem uma Europa cada vez mais débil, mais fraca, e que só entendem como benéfico o desmantelamento da União Europeia. Há países mais problemáticos que outros, no que diz respeito ao rumo que a Europa tomará. Vejamos por exemplo o caso grego. A Grécia é porventura o país onde mais violentamente surgiu um sentimento anti-europeu, muito culpa da dificuldade da União em liderar com a crise que atravessa aquele que em tempos foi a maior nação do Mundo. Surgiram muitos movimentos contra a integração da Grécia na União Europeia, muitos deles radicais, tanto de extrema-esquerda, como de extrema-direita, que são semelhantes pelas acções de um verdadeiro ódio contra Bruxelas. Esse sentimento, embora algo recalcado e muito menos violento, foi transposto para uma grande maioria da população grega, que não vê qualquer ajuda externa a chegar ao país. Em Maio deste ano os gregos poderão escolher o seu futuro na Europa, e ao fazê-lo escolherão também enfraquecer ou fortalecer a Europa. Neste momento constitui-se também como a grande incógnita aos olhos de uma Europa o desfecho da questão Ucraniana, sendo que ainda está em suspanse, e aguarda-se uma resolução definitiva do braço de ferro criado entre o povo da Ucrânia e os responsáveis pelos destinos do país. Será interessante observar quem será soberano nesta situação: os orgãos de poder, ou o povo que os elegeu para darem um rumo. A importância destas eleições europeias naquele país não pode ser ignorada. Face aos recentes eventos o povo ucraniano decidirá se irá seguir o rumo que o presidente do país decidiu tomar, aproximando-se da Rússia em detrimento de um acordo com a União Europeia, ou se vai seguir, como parece ser essa a sua vontade manifestada nas ruas das principais cidades deste país do Leste europeu, uma conduta muito mais pró-União Europeia, dando a vitoria nestas eleições aos partidos que defendem essa mesma conduta. Se a Ucrânia se voltar para a Rússia, levantando um pouco da velha cortina de ferro, então a União Europeia sofrerá um rude golpe num projecto que se quer coeso, sem divisões. Outro país importante, e talvez o mais decisivo, para abordar é a França. Sim, o país do pai da União Europeia, é, neste momento, uma nação que está a causar apreensão no círculo de poder político europeu. Marine Le Pen, filha de Jean-Marie Le Pen, é, tal como o pai, profundamente nacionalista e defende questões controversas tais como a oposição à imigração, o regresso da pena de morte e a denúncia de supostos benefícios por parte do parlamento europeu que vão contra a austeridade imposta um pouco por toda a Europa. Sucedeu ao seu pai na liderança da Frente Nacional e tem vindo a crescer exponencialmente nas sondagens, gozando de uma popularidade que será complicada de combater até Maio. Caso a nacionalista ganhe as eleições frente a uma liderança francesa socialista enfraquecida, adivinha-se o começo de um desmantalar da União Europeia. Por todas as questões enunciadas nos parágrafos anteriores, e mais algumas que também seriam pertinentes abordar, maio de 2014 será uma data fundamental para a o projecto europeu. Maurício Ornelas

Reprodução nos cães

A puberdade nas cadelas, e portanto, o momento a partir do qual se podem reproduzir tem o seu início entre os 5 e os 12 meses de idade, sendo que cadelas de raças pequenas atingem a puberdade mais cedo do que as cadelas de raças grandes. Animais de raça gigante como, por exemplo, o São Bernardo e o Dogue Alemão podem atingir a puberdade só próximo dos 24 meses de idade. Os sinais de que temos uma cadela com cio são: vulva e glândulas mamárias aumentadas de volume e um corrimento sanguinolento pela vulva numa fase inicial. Nesta fase os cães são atraídos pelas fêmeas, mas estas não os aceitam podendo mesmo tentar morder. Findos 4 a 13 dias o corrimento passa de avermelhado a amarelo transparente e a cadela está na fase fértil aceitando os cães durante 1 a 2 semanas. A duração total do cio é de 3 semanas em média e a frequência dos cios é em média a cada 6/7 meses, todavia poderemos encontrar algumas fêmeas que não sejam regulares. O tempo de gestação é de 63 dias desde a data da ovulação, que pode não ser a mesma data da cópula, daí que o tempo de gestação pode variar entre 58 a 63 dias se for contado a partir da data da cópula. Cada cadela pode ter 2 ninhadas por ano (não se aconselhando tanta frequência). Cada fêmea tem em média 6-10 cachorros, contudo raças pequenas tendem a ter ninhadas de número inferior. Durante o tempo de gestação é importante que se verifique se existe algum corrimento vulvar (opaco, amarelo, castanho, esverdeado ou avermelhado) sugestionando que pode existir algum problema (morte fetal, aborto, infecção) sendo imperativo recorrer ao médico veterinário. É importante também ter uma ideia da data prevista para o parto. Na última semana de gestação, para além de algum nervosismo, ansiedade e perda de apetite o abdómen da cadela dilata e fica muito descaído, há produção de leite e em algumas cadelas a temperatura retal desce para 37,2º, aproximadamente 24 horas antes do parto. Cláudia Paixão SPAD – Funchal

Mais apoio!

A Região Autónoma da Madeira atravessa, tal como Portugal, um período de crise económico e de algumas carências sociais. Em alturas de crise de económica, o acesso ao Ensino Superior, ou permanência nele, é fortemente dificultada. O número de desistências do Ensino Superior aumenta de ano para ano, bem como o número de candidaturas, o que comprova que as carências socio-económicas dos estudantes universitários é cada vez maior. É imperativo encontrar estratégias com o intuito de suprimir, o melhor possível, as desistências de alunos da Universidade da Madeira. A Associação Académica da Universidade da Madeira tem feito esforços para colmatar, na medida dos possíveis face a dimensão e âmbito da nossa Associação, alguns problemas pontuais de alunos da nossa Academia. No entanto, ainda há muito por fazer no campo das ajudas aos estudantes da UMa, e é com satisfação que dois novos apoios foram colocados à disposição de todos aqueles que estudam na nossa Universidade: um fundo emergência por parte da Universidade da Madeira e um alargamento dos apoios por parte do Governo Regional da RAM, para abarcar os estudantes que se encontram a estudar nos estabelecimentos de ensino da região. Apesar das restrições financeiras a que a Universidade da Madeira está sujeita, que muito têm dificultado a acção mais social da Instituição na qual estamos matriculados, foi possível criar um fundo de emergência que vem responder a um ânseio de muitos de nós: a existência de um mecanismo de emergência para fazer face a situações extraordinárias, que impeçam os estudantes de permanecer no Ensino Superior. Tendo em conta o elevado número de estudantes que têm vindo a desistir e outros a manifestar essa intenção, esta medida certamente irá se revelar muito positiva para a comunicade académica. Outro apoio que recentemente foi criado, é o alargamento de um apoio já existente, mas que apenas contempelava estudantes madeirenses deslocados, ou seja, estudam nas Universidades do território português continental e Açores. Como já foi referido, este alargamento permite agora aos estudantes universitários a residir na Região, candidatarem-se ao apoio dado pelo Governo Regional. A capitação máxima para usufruir desde apoio é de cerca de 350 euros, que apesar de ser bom, restringe de alguma forma o alcance do apoio. Por outro lado, o valor deste apoio já está estabelecido e é de cerca de 25% do valor do apoio concedido aos estudantes madeirenses deslocados, o que se traduz numa quantia de 42,5 euros. Este valor, apesar de parecer pouco, pode signifcar uma grande diferença nas despesas mensais dos estudantes. Por exemplo, este valor serve para cobrir o preço do passe, ou parte dele, o que só por si já vem aliviar os encargos que o aluno do ensino superior tem que cobrir. Reconhece-se que estes apoios não são os ideias, mas são no entanto os apoios possíveis, em tempos economicamente difíceis, com uma crise sem exemplo na história da Humanidade. É de louvar o esforço de toda e qualquer instituição que procure ajudar o estudantes em maiores carências económicas. Maurício Ornelas ACADÉMICA DA MADEIRA

Cábula de um estudante com os nervos em franja

No final de cada semestre, quase numa espécie de equação matemática, os momentos de avaliação multiplicam-se e a ansiedade do estudante tende a aumentar proporcionalmente. No entanto, para obteres o tão desejado sucesso académico deverás adicionar à equação a parcela das estratégias. A ansiedade tende a aparecer em quase todas as equações da vida, principalmente nas situações em que sentes que não tens controlo ou recursos pessoais suficientes. É importante lembrar que não és afetado pelas situações em si, mas pela visão que tens sobre elas. Além disso, sentir alguma ansiedade nos momentos de avaliação é algo desejável, já que te permite manter ativo, focado e mais capaz. Um dos momentos de avaliação mais desafiadores são as apresentações orais. Os estudantes geralmente ficam preocupados com a possibilidade de se sentirem embaraçados, de falhar ou de serem avaliados desfavoravelmente pelos professores e os colegas. Por vezes, estes pensamentos bloqueadores podem se manifestar através de: mãos frias e suadas, voz trémula, ritmo cardíaco acelerado, face corada e “brancas”. Como podes, então, adicionar a parcela das estratégias à equação de modo a puderes agir de forma diferente nas apresentações orais? Antes de fazeres a apresentação oral aceita o desafio de questionares os teus pensamentos. Nota que quando os pensamentos são antecipatórios e negativos (“Não vou ser capaz”; “Não vão gostar do meu trabalho”) podem dificultar o teu desempenho nas tarefas. Por isso, substitui-os por outros mais capacitadores (“Vou fazer o melhor que sei”, “Vou preparar-me para estar à altura do desafio”) que te permitem enfrentar da melhor forma o teu momento de avaliação. Outras das estratégias eficazes que poderás utilizar é a respiração diafragmática que contribui para a diminuição e o controlo da ansiedade. À medida que fazes a tua apresentação, não te concentres em ti (“O que as pessoas estão a pensar de mim?”, “Como é que eu estou a apresentar?”, “Os meus colegas acham que estou nervoso?”). Concentra-te sim na informação que estás a transmitir! Também poderás manter contato ocular com três ou quatro colegas que te reforcem positivamente e minimizar as pequenas falhas que possam ocorrer. Por fim, fala devagar e com naturalidade, articulando bem as palavras. Ah… Por favor, não te esqueças de sorrir! Lembra-te sempre que nenhuma apresentação pode ser perfeita. Mas uma apresentação bem preparada irá ser apreciada e poderá dar um bom contributo para a tua nota final. Um último comentário: A ajuda existe! Ler sobre as dificuldades nos momentos de avaliação e as estratégias para lidar com elas não te faz sentir melhor: é preciso agir! Se depois de experimentares uma série de estratégias, continuares muito ansioso, procura a ajuda de um psicólogo. Tens o direito de investir em ti! Serviço de Consulta Psicológica da UMa

Animais perdidos ou encontrados… o que fazer?

Damos a conhecer que a Ordem dos Médicos Veterinários (OMV) lançou uma plataforma web a operar a nível nacional, o “FindMyPet – Ponto de Encontro de Animais Perdidos”. Através de uma ferramenta de pesquisa por anúncios postados, alarga-se a partilha da informação, com o objectivo que os animais sejam devolvidos aos respectivos donos. Este processo considera para além da localização geográfica, outras características dos animais (sexo, cor predominante, porte) que facilitarão a identificação e a localização dos casos já registados na plataforma. Como funciona: 1 · Vá ao site http://findmypet.omv.pt/, se por esta pesquisa não conseguiu identificar o animal em causa, pode preencher o formulário, reportando um caso. 2 · Para criar um caso terá que seleccionar “Perdi, o que fazer?” ou “Encontrei, o que fazer?”, disponibilizando as informações relativas ao animal em causa. 3 · No caso de identificar o animal que procura, por favor entre em contacto com a Ordem dos Médicos Veterinários, pelo telefone 213 129 370 ou através do endereço de email omv@omv.pt 4 · Siga a situação do seu caso. Registe o número do caso e a qualquer momento consulte o estado através de uma pesquisa. Poderá também publicar anúncios nos jornais, nas redes sociais e dar a conhecer à SPAD e a outras associações de protecção animal a situação. Relembramos a importância da colocação do microchip. Se encontrar um animal na rua pode encaminhá-lo para um Veterinário para verificar se o animal tem microchip de identificação e identificar os donos. Esperamos que esta informação vos seja útil. SPAD

Serviço Voluntário Europeu

No dia 12 de Setembro de 2013, a Associação Académica da Universidade da Madeira (AAUMa) foi acreditada pela União Europeia como entidade de acolhimento de envio e de coordenação no Serviço Voluntário Europeu (SVE), tornando-se assim na quarta organização não-governamental a desenvolver o SVE na Região Autónoma da Madeira (RAM). Com o objectivo de proporcionar novas experiências através do voluntariado europeu aos jovens madeirenses e aos jovens europeus que irá receber, a AAUMa manifestou, junto da União Europeia, o seu interesse em desenvolver o voluntariado na RAM. O SVE é uma acção do Programa Juventude em Ação, promovido pela União Europeia que permite aos jovens levar a cabo um serviço de voluntariado com uma duração até 12 meses num país que não o seu país de residência. Este serviço tem como objectivo desenvolver a solidariedade e promover uma cidadania activa. Para além de trazer benefícios para as comunidades locais, os voluntários adquirem novas competências e aprendem novas línguas, para além disso, é uma óptima oportunidade para descobrirem outras culturas. Os princípios e práticas de aprendizagem não formal devem estar presentes ao longo de todo o projecto. Um projecto do SVE pode ter incidência em áreas bastante distintas, tais como, a cultura, a juventude, o desporto, o serviço social, o património cultural, a arte, a protecção civil, o ambiente, a cooperação para o desenvolvimento, entre outras. A AAUMa não restringiu este serviço de voluntariado aos estudantes da Universidade da Madeira, pelo que antigos estudantes e todos os residentes do arquipélago podem participar. O único pré-requisito é que sejam jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos e com residência legal na RAM. Os voluntários são seleccionados independentemente da sua origem ou do seu contexto. É importante referir que um voluntário pode apenas participar numa actividade do SVE. No entanto, os voluntários que participarem em actividades com uma duração inferior a 2 meses podem participar em mais do que uma actividade desde que a duração total dos períodos do serviço não exceda os 12 meses. O SVE não tem qualquer custo para os voluntários, visto que o alojamento, as refeições principais e o transporte dentro da localidade onde será realizado o voluntariado estão garantidos. Além disso, os voluntários irão receber um subsídio cujo valor varia de acordo como país de destino. Por exemplo, os voluntários que a AAUMa acolher terão o seu alojamento pago na Residência Universitária, os almoços e jantares pagos, o transporte dentro da cidade do Funchal, caso seja necessário, e um subsídio mensal de 95 euros (valor que foi definido pela UE para o voluntariado em Portugal).   Os interessados em obter mais informações sobre o Serviço Voluntário Europeu podem agendar uma reunião connosco. Para isso basta dirigir-se ao nosso Secretariado, de Segunda a Sexta-feira, das 10 horas às 14 horas ou consultar a hiperligação: http://www.sve.aauma.pt. Gonçalo Quintal Alumnus