Num artigo de opinião publicado no PÚBLICO, David Brito, professor auxiliar convidado da Universidade do Algarve e investigador em neurociências no ABC CoLAB, parte de uma pergunta essencial. “O que torna uma universidade diferente?”. Para o investigador, a resposta não está apenas nas aulas, nos exames ou nos diplomas, mas no facto de a universidade ser um espaço onde o conhecimento é “produzido, questionado e renovado”.
O autor alerta para o risco de a universidade se afastar da sua função mais própria quando a investigação passa para segundo plano. Nessa situação, escreve David Brito no PÚBLICO, a instituição pode continuar a ensinar bem, mas começa a perder o contacto com “o lugar onde as perguntas ainda estão abertas”, ficando limitada à transmissão de saber já estabelecido.
As várias formas de chegar ao ensino superior
Hoje em dia, frequentar o ensino superior adquire uma importância cada vez maior ao nível do contexto social em que estamos inseridos. O percurso que é efectuado até à data
Governo abre mais vagas em Medicina e Educação para responder à procura dos estudantes
O governo indica que, para melhorar o acesso ao ensino superior e alinhar a formação com as necessidades do país, vai
A distinção entre professor universitário e docente de outros níveis de ensino é outro dos pontos centrais do texto. O artigo sublinha que um professor universitário deve ser alguém cuja atividade assenta também “na produção de conhecimento, na orientação científica, na inovação, na gestão académica, na extensão à sociedade e, naturalmente, na docência”.
David Brito rejeita, contudo, a ideia de que a investigação baste para garantir boa qualidade pedagógica. O problema, conclui o autor, não está em escolher entre investigação e ensino, mas em reconhecer que ambas as dimensões se reforçam: “O problema não é seleccionarmos investigadores para ensinar. O problema é não lhes exigirmos, depois, que aprendam seriamente a ensinar.”
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Priscilla Du Preez.
