Num artigo de opinião publicado no PÚBLICO, David Brito, professor auxiliar convidado da Universidade do Algarve e investigador em neurociências no ABC CoLAB, parte de uma pergunta essencial. “O que torna uma universidade diferente?”. Para o investigador, a resposta não está apenas nas aulas, nos exames ou nos diplomas, mas no facto de a universidade ser um espaço onde o conhecimento é “produzido, questionado e renovado”.
O autor alerta para o risco de a universidade se afastar da sua função mais própria quando a investigação passa para segundo plano. Nessa situação, escreve David Brito no PÚBLICO, a instituição pode continuar a ensinar bem, mas começa a perder o contacto com “o lugar onde as perguntas ainda estão abertas”, ficando limitada à transmissão de saber já estabelecido.
O novo mestrado em Educação
A Universidade da Madeira apostou, neste ano letivo, em novos mestrados, aumentando a oferta formativa em três novos cursos nas áreas das ciências sociais, das artes plásticas e da educação.
Mais de 5.600 professores vão integrar os quadros no próximo ano letivo
Mais de 5.600 professores vão integrar os quadros no próximo ano letivo, no âmbito de um concurso que abriu 11.056 vagas
A distinção entre professor universitário e docente de outros níveis de ensino é outro dos pontos centrais do texto. O artigo sublinha que um professor universitário deve ser alguém cuja atividade assenta também “na produção de conhecimento, na orientação científica, na inovação, na gestão académica, na extensão à sociedade e, naturalmente, na docência”.
David Brito rejeita, contudo, a ideia de que a investigação baste para garantir boa qualidade pedagógica. O problema, conclui o autor, não está em escolher entre investigação e ensino, mas em reconhecer que ambas as dimensões se reforçam: “O problema não é seleccionarmos investigadores para ensinar. O problema é não lhes exigirmos, depois, que aprendam seriamente a ensinar.”
Carlos Diogo Pereira
ET AL.
Com fotografia de Priscilla Du Preez.
